Suprema Corte do Bahrein confirma condenação de ativistas da oposição

Por iG São Paulo |

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Dos 13 que recorreram às sentenças, oito foram condenados à prisão perpétua; decisão do tribunal provocou protestos no país

A Suprema Corte do Bahrein confirmou nesta segunda-feira (17) as sentenças contra 13 ativistas da oposição por sua participação nos protestos contra o governo em 2011. Essa era a última chance que os acusados tinham de recorrer contra a condenação. O Bahrein foi um dos países varridos por protestos contra o governo em fevereiro de 2011, no contexto da Primavera Árabe.

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AP
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Os 13 ativistas que tiveram a apelação rejeitada estavam entre os 20 líderes da oposição condenados por um tribunal militar em 2011. Oito deles foram condenados à prisão perpétua, incluindo Abdulhadi al-Khawaja, que, no ano passado, ficou 110 dias em greve de fome em protesto por sua prisão.

Todos os 20 acusados sofreram uma primeira derrota em um tribunal civil em setembro. A decisão desta segunda mantém as condenações de todos os 20, embora apenas 13 - que estão detidos - tivessem entrado com uma apelação. Os outros sete foram julgados sem estarem presentes nos tribunais por terem fugido do país ou por viverem na clandestinidade.

Nenhum dos 13 compareceu à corte para ouvir a decisão nesta segunda. Um porta-voz da oposição classificou a confirmação das sentenças como "decepcionante". "Esse foi um veredicto dado por razões políticas. Nós estávamos esperando ao menos uma redução dessas sentenças", disse Jasim Husain à rede britânica BBC.

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Mais de 55 foram mortos durante a revolta no Bahrein iniciada em fevereiro de 2011 e muitos líderes da oposição e ativistas foram presos por liderar manifestações.

Protestos foram registrados no país nesta segunda-feira logo após a decisão do tribunal. "O regime do Bahrein está deixando os direitos humanos perto do limite", disse Brian Dooley, diretor da Human Rights First, programa com sede nos EUA.

No ano passado, a agencia oficial do Bahrein disse que as acusações contra os ativistas incluíam "tramar contra o regime" e ter "contatos com inteligência estrangeira" - uma referência ao Irã e ao Hezbollah do Líbano.

Em comunicado, o governo afirmou que o tribunal "fez tudo o que pôde por uma audiência justa" e permitiu aos advogados de defesa acesso pleno aos réus. De acordo com o regime, os detidos também receberam "ajuda médica" na prisão.

Com BBC e AP

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