Síria tem fim de semana sangrento com centenas de mortos

Ativistas dizem que mais de 200 pessoas teriam sido executadas na retomada de um distrito de Homs por tropas leais a Assad, inclusive mulheres e crianças

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Fumaça sobe de bombardeio em Homs na quinta-feira (27)

A Síria vive um fim de semanas dos mais sangrentos desde o início da revolta contra o regime do presidente Bashar Al-Assad.

Segundo números reunidos por ativistas, mais de 200 pessoas teriam morrido na retomada por tropas leais a Assad do distrito de Deir Baalbeh, na cidade de Homs.

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A cidade de Homs tem sido um dos principais cenários do conflito, que se desenrola há 21 meses.

De acordo com ativistas do Comitê de Coordenação Local, moradores de Deir Baalbeh foram levados à força a uma fábrica petroquímica onde foram sumariamente executados. Entre os mortos estariam mulheres e crianças.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos, ONG baseada em Londres, também relatou conflitos e mortes nos arredores de Damasco. A capital tem visto uma escalada de violência entre forças do governo e rebeldes.

Risco de caos
Os relatos de mais violência veem à tona após o enviado da ONU à Síria, Lakhdar Brahimi, alertar que o país tem duas opções: negociar a paz ou transformar-se em um “inferno” .

Brahimi fez as declarações após encontro com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov.

A Rússia, que até o momento dá respaldo ao regime de Assad, tem mostrado disposição em ouvir os rebeldes e tentar mediar um acordo.

Segundo Brahimi, o conflito na Síria pode contaminar os vizinhos Líbano e Jordânia, com a possibilidade de conflitos sectários.

De acordo com ativistas sírios, mais de 44 mil pessoas já morreram nos protestos contra Assad, que tiveram início em março de 2011.

No início do mês, a ONU disse que mais de meio milhão de sírios já fugiram da violência, buscano refúgio em países vizinhos.

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