Israel nega existência de provas de uso de gás venenoso contra rebeldes na Síria

Relatório do Observatório Sírio dos Direitos Humanos diz que seis morreram em decorrência do gás; segundo Israel, oposição ao regime quer 'atrair intervenção militar internacional'

iG São Paulo | - Atualizada às

Israel levantou dúvidas nesta terça-feira (25) sobre a precisão de um relatório feito por ativistas sírios que diz que armas químicas teriam sido utilizadas contra rebeldes que lutam para derrubar o regime de Bashar al-Assad.

"Vimos os relatórios da oposição. Não é a primeira vez. A oposição tem interesse em atrair uma intervenção militar internacional", disse o vice-primeiro-ministro Moshe Yaalon para a Army Radio. "Como as coisas estão agora, não temos nenhuma confirmação ou prova de que (armas químicas) já tenham sido usadas, mas estamos definitivamente acompanhando os eventos com preocupação."

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AP
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O Observatório Sírio para Direitos Humanos (OSDH) reuniram relatos de ativistas no domingo (23) sobre o que, segundo ele, foi um ataque de gás venenoso na cidade de Homs. Os relatos não puderam ser checados de forma independente, já que o governo restringe o acesso da imprensa na Síria.

O Observatório, um grupo britânico com uma rede de ativistas ao redor da Síria, disse que, segundo esses relatos, seis rebeldes morreram após inalarem fumaça sem cheiro na linha de frente de batalha em Homs. A instituição informa que não poderia confirmar se o gás venenoso foi usado de fato e pediu uma investigação.

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Segundo a rede americana CNN, Abu al Fida, um médico em Homs, disse que tratou cerca de 30 das mais de 60 pessoas atingidas pelo gás nesta semana. Ele disse que aqueles que estavam próximos à fonte do gás sofreram com paralisias, convulsões, espasmos musculares e, em alguns casos, cegueira. Os que estavam mais distantes da fonte tiveram dificuldades para respirar, desorientação, alucinações e falta de controle dos membros.

Al Fida disse que os infectados responderam bem a atropina, usada para tratar pacientes atingidos por gás sarin, mas ainda não está claro qual substância foi utilizada no suposto ataque com gás.

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O governo sírio disse que nunca usaria armas químicas contra seus cidadãos. Questionado sobre as supostas imagens de rebeldes sendo tratados pelo envenenamento, Yaalon disse: "Eu não tenho certeza que o que vejo nessas fotos seja resultado do uso de armas químicas."

No domingo, Amos Gilad, autoridade da defesa israelende, disse que as armas químicas da Síria estão em um local seguro apesar de Assad ter perdido o controle de partes do país.

Como vizinho do país árabe, Israel tem demonstrado preocupação no caso de armas químicas caírem nas mãos de militantes islâmicos ou combatentes do Hezobollah.

Com Reuters

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