Novo procurador-geral do Egito retira pedido de renúncia

Indicado anteriormente pelo presidente Mohammed Morsi, Talaat Ibrahim afirma que agora cabe ao ministro da Justiça decidir se ele permanecerá ou não no cargo

iG São Paulo |

O novo procurador-geral do Egito voltou a trás e retirou nesta quinta-feira (20) seu pedido de renúncia ao cargo , apresentado na segunda. Talaat Ibrahim havia se demitido após uma série de protestos contra sua indicação pelo presidente Mohammed Morsi. Ibrahim disse que caberia ao ministro da Justiça decidir se ele deve ou não continuar no cargo.

A indicação de Ibrahim se deu após Morsi exonerar o procurador-geral anterior , Abdel Maguid Mahmoud. A destituição ocorreu em meio à aprovação de um decreto que concedia ao presidente egípcio superpoderes , como, por exemplo, a impossibilidade da Justiça discordar de suas decisões.

Na segunda-feira: Novo procurador-geral apresenta renúncia no Egito

AP
Islamistas fazem manifestação de apoio ao presidente egípcio, Mohammed Morsi, em frente a Suprema Corte do Cairo


Segunda rodada: Oposição do Egito convoca protestos contra Constituição

Sob pressão de manifestantes, Morsi anulou o decreto , mas Mahmoud não foi redirecionado ao cargo, o que irritou o conselho de juízes do país. Eles entenderam a permanência de Ibrahim na Procuradoria como um ataque à sua independência.

O Egito passa por um momento de tensões crescentes entre Morsi e a Irmandade Muçulmana de um lado e opositores seculares e o judiciário do outro.

Após ser indicado, Ibrahim recebeu ordens para reexaminar todas as investigações sobre as mortes de manifestantes quando Hosni Mubarak estava no poder. Mubarak, que governou o Egito por 30 anos, foi deposto por uma revolta popular no ano passado .

Ibrahim ofereceu sua renúncia um dia depois de uma rodada final de votação em um referendo do Egito , cujo objetivo era aprovar um controverso referendo constitucional. A primeira etapa ocorreu no último fim de semana, com muitos juízes boicotando a supervisão da votação.

Opositores alegam que o texto da nova Constituição foi aprovado muito rapidamente e não se compromete a proteger o direito das minorias, particularmente das mulheres.

Com BBC

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