Atentado com carro-bomba deixa 16 mortos em subúrbio de Damasco

Segundo agência oficial da Síria, ataque ocorreu perto de escola e vitimou sete crianças; governo atribui autoria do atentado a 'terroristas'

iG São Paulo |

Um atentado com carro-bomba deixou 16 mortos nesta quinta-feira (13) em um bairro na periferia de Damasco, informou a agência estatal da Síria, Sana. O ataque que vitimou sete crianças e "um número" de mulheres ocorreu próximo a uma escola no distrito de Qatana.

Segundo médicos ouvidos pela agência, cerca de 20 ficaram feridos, alguns em estado grave. O governo atribuiu o ataque a "terroristas que utilizaram um automóvel com uma grande quantidade de explosivos".

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AP
Sírios se reúnem perto dos destroços após atentado com carro-bomba em Qatana, subúrbio de Damasco


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De acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), o ataque ocorreu em uma área na qual muitos militares do regime de Assad vivem com suas famílias.

Na quarta-feira, uma série de atentados abalou o subúrbio de Damasco e deixou ao menos cinco mortos. Um dois ataques teve como alvo o prédio do Ministério do Interior.

A crescente ofensiva contra alvos governamentais ocorre após mais de cem governos árabes e ocidentais, incluindo os EUA, terem reconhecido a oposição como único representante legítimo do povo sírio.

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Além disso, o governo dos EUA acusou o regime de Assad de ter utilizado mísseis Scud contra os rebeldes. Sob condição de anonimato, dois oficiais disseram que as forças de Assad dispararam os mísseis a partir da área de Damasco em direção ao norte da Síria.

Uma das fontes estimou que o número de projéteis disparados seria superior a dez, confirmando detalhes primeiramente reportados pelo jornal The New York Times .

O atentado no subúrbio de Damasco ocorreu no mesmo dia em que a Rússia, principal aliado do regime de Bashar al-Assad, reconheceu que a oposição do país, que está em conflito com as tropas do governo há 21 meses, pode se sair vencedora .

O vice-chanceler do país afirmou que Assad está perdendo o controle sobre a Síria, acrescentando que, daqui para frente, a luta se tornará mais intensa e com mais perdas humanas.

Com AP, AFP e Reuters

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