Obama reconhece principal grupo da oposição síria

Horas depois de declaração de presidente dos EUA, mais de cem países também reconhecem Conselho de Oposição Síria durante encontro sobre conflito no Marrocos

iG São Paulo | - Atualizada às

O presidente dos EUA, Barack Obama, declarou o principal grupo de oposição da Síria como o único "representante legítimo" da população do país árabe, caracterizando a medida como "um grande passo" nos esforços diplomáticos internacionais para pôr fim ao regime de Bashar al-Assad.

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Obama disse que o recentemente formado Conselho da Oposição Síria "é agora suficientemente inclusivo" para alcançar o status, que abre caminho para o maior apoio dos EUA para a organização. Ao reconhecimento devem em breve se seguir promessas de mais ajuda humanitária e apoio logísitico não-letal à oposição.

"Obviamente, com esse reconhecimento vem as responsabilidades", disse Obama em uma entrevista com a ABC News na terça-feira. "Para ter certeza de que o grupo se organize efetivamente, represente todos as partes, comprometa-se com uma transição política que respeite os direitos das mulheres e das minorias."

O reconhecimento do conselho como o único representante da diversa população síria faz com que os EUA fiquem na mesma posição que o Reino Unido , a França e diversos aliados árabes de Washington, que tomaram a mesma decisão logo depois que o órgão foi criado em um encontro entre representantes da oposição no Catar no mês passado.

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Horas depois do anúncio de Obama, 114 países reconheceram a nova coalizão opositora, abrindo caminho para mais assistência humanitária para as forças que combatem Assad e possivelmente até auxílio militar, disse o chanceler francês, Laurent Fabius, durante a conferência "Amigos da População Síria" em Marrocos.

O reconhecimento de Obama se segue à inclusão do grupo militante rebelde sírio Jabhat al-Nusra (Frente de Apoio, em árabe), com vínculos com a Al-Qaeda, na lista de organizações terroristas. A medida tem o objetivo de diminuir a influência de extremistas em meio aos temores de que o regime pode usar ou perder o controle de seu estoque de armas químicas .

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O secretário americano da Defesa, Leon Panetta, disse na terça-feira que o governo sírio parece ter desacelerado os preparativos para o possível uso de armas químicas contra as forças rebeldes. Na semana passada, autoridades dos EUA disseram que tinham evidências de que as forças sírias começaram a preparar o sarin, um agente neurológico, para possível uso em bombas.

O conflito na Síria começou há 20 meses como um levante contra Assad, cuja família governa o país há quatro décadas. A mobilização popular rapidamente se transformou em uma guerra civil, com os rebeldes recorrendo a armas para retaliar uma repressão sangrenta do regime. De acordo com ativistas, a violência deixou ao menos 40 mil mortos desde março de 2011.

*Com AP

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