Ataque da Síria com bombas de cacho mata dez crianças, dizem ativistas

Vídeo veiculado na internet mostra mães chorando sobre corpos de filhos; Cruz Vermelha diz não ser capaz de confirmar ataque, que violaria Convenções de Genebra

iG São Paulo |

Ativistas na Síria dizem que um jato do governo lançou bombas de cachos em um playground, deixando dez crianças mortas. Vídeo veiculado na internet mostrou os corpos de crianças no chão com as mães chorando sobre eles. As crianças foram mortas quando um jato MiG bombardeou o playground na vila de Deir al-Asafir, a leste de Damasco, disseram ativistas da oposição.

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AP
Foto de 25/11 mostra rebeldes sírios perto de armas apreendidas de base perto de Aleppo

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Em um vídeo, duas meninas podem ser vistas deitadas na rua enquanto outro mostra uma mãe desconsolável, aparentemente dentro de uma clínica, sobre o corpo sem vida de sua filha. A Cruz Vermelha Internacional disse que não era capaz de confirmar o ataque.

Mas se tal ação realmente aconteceu, representaria um incidente muito sério sob a Convenção de Genebra, para qual apenas alvos militares são legítimos. Civis, e prédios civis como escolas e hospitais, nunca devem ser atacados.

Em meses recentes, houve várias alegações de que Damasco está recorrendo a bombas de cacho - que espalham artefatos explosivos menores por amplas áreas - com a intensificação do conflito. O governo, porém, nega as alegações.

Segundo ativistas, duas bombas de cacho foram jogadas na vila no domingo. À Reuters, um homem disse que 70 bombas menores foram encontradas. "Nenhum dos mortos era maior de 15 anos", disse Abu Kassem, um ativista de Deir al-Asafir citado pela Reuters.

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Ele disse que o ataque deixou 15 feridos e negou que os rebeldes estivessem dentro da vila. De acordo com ele, os militantes anti-Assad estão atuando nos arredores do local.

Um dia depois de terem capturado uma base a leste de Damasco , os rebeldes disseram nesta segunda que detêm o controle de uma represa hidrelétrica no Rio Eufrates no norte do país depois de vários dias de confrontos pesados.

O Observatório Sírio para Direitos Humanos, com base em Londres, disse que os rebeldes derrotaram as forças do regime e capturaram a represa de Tishrin Dam, perto da cidade de Manbij. O diretor do Observatório, Rami Abdul-Rahman, disse que a represa fornece energia para várias áreas da Síria.

"Esse é um grande golpe contra o regime", disse Abdul-Rahman ao telefone, descrevendo a represa como "local estratégico" no Eufrates, que flui da Turquia através da Síria para o Iraque.

O conflito na Síria começou em março de 2011 como um levante contra o regime de Bashar al-Assad, mas rapidamente tornou-se uma guerra civil que deixou mais de 40 mil mortos, de acordo com ativistas. O conflito também fez centenas de milhares fugirem para os países vizinhos do Líbano, Jordânia, Iraque e Turquia.

*Com BBC e AP

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