Grupos de oposição da Síria firmam acordo para criar nova coalizão

Em reunião no Catar, diferentes frentes contrárias a Assad criam a Coalização Nacional para as Forças de Oposição e da Revolução Síria

iG São Paulo |

Grupos de oposição da Síria assinaram um acordo inicial para formar uma nova coalizão com o objetivo de acabar com o governo do presidente Bashar al-Assad, afirmou um membro da delegação síria em Doha neste domingo.

"Um acordo inicial foi assinado. A sessão da noite será para eleger o presidente da coalizão e seu representante", disse Ali Sadreddine al-Bayanouni, a jornalistas.

O novo órgão, composto por grupos de dentro e de fora da Síria, será chamado Coalizão Nacional para as Forças de Oposição e da Revolução Síria, segundo ele.

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Reuters
Família síria cruza fronteira para a Turquia (10/11)

A nação-sede do Catar, apoiada pelos Estados Unidos e pelos Emirados Árabes Unidos, pressionou no sábado a oposição síria para que formasse uma liderança unida na guerra contra Bashar al-Assad, mas os delegados disseram que precisavam de mais um dia para chegar a um acordo.

Como as conversas em Doha reuniram vários grupos da oposição, o Conselho Nacional Sírio (SNC, na sigla em inglês) temia ser deixado de lado em uma coalizão mais ampla.

Os delegados disseram que o ministro das Relações Exteriores dos Emirados, xeique Abdullah bin Zayed, compareceu para pressionar os participantes a se unir e a finalizar um acordo.

O primeiro-ministro do Catar e o ministro das Relações Exteriores da Turquia se dirigiram aos sírios na quinta-feira com a mesma mensagem. Diplomatas norte-americanos marcaram presença no lobby do hotel no sábado em mais um sinal da pressão das partes.

O SNC, criticado por ser ineficaz, desunido e fora de sintonia com os insurgentes e ativistas dentro da Síria, diz que seus partidários estrangeiros deveriam fazer mais para armar os rebeldes e proteger os civis e permitir uma reforma no SNC, em vez de concentrar a atenção na criação de um novo grupo de oposição.

Protestos anti-Assad começaram há quase 20 meses, e tiveram uma resposta violenta que levou a um conflito que já custou mais de 38 mil vidas e ameaça se espalhar para os países vizinhos.

Com Reuters

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