Governo do Bahrein proíbe manifestações e ameaça com repressão violenta

Ministro afirma que oposição está "abusando" de sua liberdade de expressão

iG São Paulo |

O governo do Bahrein reagiu energicamente contra grupos de manifestantes que tomaram as ruas para pedir reformas políticas nos últimos dias e decidiu banir qualquer tipo de protestos no país a partir desta segunda-feira. Segundo ativistas, ao menos 80 pessoas foram mortas por membros das forças de segurança leais ao rei Hamad desde fevereiro de 2011.

Segundo o ministro do Interior, Xeque Rashid Al Khalifah, a população está "abusando" de seus direitos a liberdade de expressão e todos os protestos seriam banidos até que a situação fosse controlada pelo governo.

AP
Grupo de manifestantes são vistos na cidade de Malkiya com coquetéis molotov na mão (28/10)

Em março de 2011, o governo do Bahrein também usou da mesma medida, baniu qualquer manifestação popular e instarou um estado de sítio que perdurou por três meses. Desde então, a oposição e ativistas afirmam que 45 pessoas foram mortas pelo exército do rei Hamad.

Autoridades oficiais, no entanto, não confirmam. De acordo com eles, dois policiais foram mortos pelos rebeldes em vilas próximas à capital Manama.

Em um comunicado oficial, o Xeque Rashid Al Khalifah afirmou que a suspensão dos direitos dos cidadãos tem como objetivo restaurar a segurança no país. Para ele, os manifestantes estavam tentando retirar figuras políticas do poder e colocar em perigo a "paz nacional". "A sociedade do Bahrein está cheia dessas atitudes que minam a segurança das pessoas", disse.

O ministro do Interior avisou que "protestos ilegais ou manifestações públicas não autorizadas" seriam repelidas.

Um membro do grupo opositor Al-Wifaq, Hadi Al-Musawi, afirmou à agência Associated Press que essas medidas feriam as leis internacionais sobre direitos humanos. Em setembro, um comissário da ONU para os assuntos no Bahrein, criticou o governo local que classifica manifestações como "crimes".


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