Ativistas denunciam milhares de desaparecimentos na Síria

Grupo de ativismo online Avaaz diz que pelo menos 28 mil cidadãos desapareceram após serem levados por soldados ou milícias desde o início da revolta contra Assad

iG São Paulo |

Grupos de ativistas trabalhando na Síria afirmaram nesta segunda-feira que pelo menos 28 mil pessoas desapareceram após serem sequestrados por soldados ou milícias nos últimos 18 meses, quando começou a revolta popular contra o presidente Bashar Al-Assad.

Integrantes do grupo de ativismo online Avaaz disseram ter os nomes de 18 mil desaparecidos e saber de outros 10 mil casos. Eles pretendem entregar um dossiê sobre o assunto ao Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), na tentativa de conseguir a abertura de uma investigação.

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AP
Imagem feita por ativistas mostra resgate de pessoas presas em escombros de prédio destruído por ataque do governo em Kfar Nebel (17/10)

O governo sírio não comentou as declarações do grupo, que disse ter reunido testemunhos de cidadãos do país que tiveram maridos e filhos sequestrados por forças de Assad. 

Outros grupos de ativistas sírios reforçaram a acusação. Fadel Abdulghani, da Rede Síria de Direitos Humanos, estimou que 28 mil tenham desaparecido desde o início da revolta. Mohannad Al-Hasani, da organização de direitos humanos Sawasya, diz que o número pode chegar a 80 mil.

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Alice Jay, diretora de campanha da Avaaz, afirmou que os sírios estão sendo "retirados das ruas por forças de segurança e levados a locais de tortura". "Sejam mulheres fazendo compras de supermercado ou fazendeiros em busca de gasolina, ninguém está seguro", acrescentou.

De acordo com Alice, a estratégia das forças de segurança e das milícias é "aterrorizar famílias e comunidades". "O pânico de não saber se seu marido ou filho está vivo causa tamanho medo que silencia a oposição", afirmou.

Ataque aéreo

Também nesta quinta-feira, ativistas disseram que ataques aéreos das forças de Assad deixaram dezenas de mortos no norte do país. Os bombardeios aconteceram na quarta-feira e provocaram o colapso de prédios.

Segundo ativistas, os ataques deixaram ao menos 20 mortos, enquanto vários residentes ficaram presos nos escombros de prédios. No total, quatro cidades foram atingidas nas províncias de Idlib e Aleppo.

Com BBC e AP

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