Turquia bombardeia Síria após novos disparos de morteiro

É o quarto dia de respostas turcas contra ataques vindos do país vizinho, palco de revolta popular há 18 meses

iG São Paulo | - Atualizada às

A Turquia abriu fogo contra a Síria após disparos de morteiro vindos do país vizinho terem atingido um campo no sul do território turco neste sábado, um dia depois de o primeiro-ministro Tayyip Erdogan ter alertado Damasco de que a Turquia não ficaria passiva diante de ataques.

Este sábado foi o quarto dia de respostas turcas contra morteiros e bombardeios da Síria.

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AP
Exército turco reforça posições na fronteira com a Síria

Dois disparos de morteiros feitos a partir da Síria atingiram uma localidade próxima ao vilarejo de Guvecci, em Yayladagi. O governo disse que o ataque parecia ter sido direcionado a forças rebeldes na fronteira. Não houve feridos.

O primeiro disparo caiu 50 metros dentro da Turquia às 7h do horário local (1h de Brasília), e o posto fronteiriço de Guvecci retaliou com quatro rodadas de morteiros 81 mm. Outras duas rodadas foram disparadas após o segundo morteiro ter caído em território turco, às 5h30 no horário de Brasília.

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A artilharia turca bombardeou alvos militares sírios na quarta e quinta-feiras, após o primeiro ataque fatal em seu país. O Conselho de Segurança da ONU condenou o ataque inicial sírio e exigiu que tais violações da lei internacional cessem imediatamente.

Membro da Organização dos Tratado do Atlântico Norte (Otan), a Turquia já foi aliada do presidente sírio, Bashar al-Assad, mas se voltou contra o líder devido à violenta repressão a uma revolta que já matou mais de 30 mil, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU).

A Turquia tem quase 100 mil refugiados sírios em seu território e pediu a saída de Assad. Erdogan disse na sexta-feira que seu país não quer uma guerra, mas alertou a Síria para não cometer um "erro fatal" ao testar a Turquia. Damasco disse que atingiu o país acidentalmente.

O ministro das Relações Exteriores, Ahmet Davutoglu, adotou neste sábado um tom mais defensivo, dizendo que a autorização do Congresso para uma possível ação militar além da fronteira era um meio de intimidação.

"Com o mandado, não estamos indo para a guerra, estamos mostrando ao governo sírio nossa posição, dando o alerta necessário para impedir uma guerra", afirmou.

Com Reuters

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