Agência estatal de notícias afirma que dezenas de insurgentes foram mortos em ofensiva

As Forças Armadas da Síria mataram dezenas de "terroristas", na definição do governo, entre eles quatro turcos, em operações efetuadas em vários bairros da cidade de Aleppo. A notícia divulgada pela agência estatal Sana não revela detalhes sobre a ofensiva ou sobre a identidade dos insurgentes mortos neste sábado.

Em rara aparição pública, o presidente sírio Bashar Al-Assad (no centro) deposita flores em memorial da guerra contra Israel
AP
Em rara aparição pública, o presidente sírio Bashar Al-Assad (no centro) deposita flores em memorial da guerra contra Israel

Uma fonte oficial, citada pela agência, explicou que nessa investida as tropas destruíram cinco veículos equipados com metralhadoras e sete carros usados pelos insurgentes. A Sana não dá mais detalhes da operação nem dos quatro turcos mortos, em um momento complicado nas relações entre Turquia após o lançamento de três morteiros sírias em território turco nos últimos quatro dias.

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A agência síria também divulgou que dezenas de "terroristas" foram mortos em operações das forças de segurança na província de Deir ez Zor, no leste do país. Entre as vítimas está o chefe da chamada Brigada Al Qadesiya, Mahmoud al Otman, de acordo com a Sana. O exército conseguiu, ainda, destruir um armazém de armas, desativar cargas explosivas e apreender material médico que tinha sido roubado pelos insurgentes.

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As tropas governamentais também mataram e feriram "um número de terroristas" que atacaram um funeral na aldeia Al Shebina, em Homs, segundo a agência estatal.

Enquanto a tensão não para de aumentar, o presidente sírio, Bashar A-Assad, depositou flores no túmulo do soldado desconhecido no monte Qasiun de Damasco, para comemorar o aniversário da guerra de 1973 contra Israel, em uma rara aparição pública.

O conflito que a Síria vive desde março de 2011 já deixou cerca de 25 mil mortos e mais de 250 mil refugiados nos países vizinhos, de acordo com os números das Nações Unidas.

Com EFE

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