Forças de segurança da Síria lançam ataque contra rebeldes em Homs

Segundo ativista, ofensiva é a mais dura na cidade em cinco meses; combates continuam em Aleppo e nos subúrbios de Damasco

iG São Paulo |

Forças de segurança da Síria lançaram nesta sexta-feira o mais duro ataque contra a cidade de Homs em cinco meses, disseram ativistas. Os combates no local, um reduto dos rebeldes que lutam contra o presidente Bashar Al-Assad, acontecem ao mesmo tempo em que as forças do governo e a oposição travam uma dura batalha em Aleppo, ao norte.

De acordo com ativistas do Observatório Sírio para os Direitos Humanos, o ataque em Homs aconteceu principalmente no bairro de Khaldiya. "Durante a madrugada, o regime enlouqueceu e começou a atacar histericamente", disse Abu Rami, que está na cidade. "Cerca de cinco foguetes eram lançados por minuto."

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Ele afirmou que as forças de segurança também atiram foguetes e morteiros nos bairros de Qusour, Jouret el-Shayah e Homs Velha. Não há informações sobre vítimas.

Ativistas disseram que os combates continuam em Aleppo, onde o governo concentrou as operações nos últimos meses. Os principais ataques são no bairro de Sakhour, que a TV estatal disse ter sido "liberado de terroristas e mercenários", como se refere aos rebeldes.

Além disso, rebeldes sírios disseram ter capturado uma base aérea com um esconderijo de mísseis perto de Damasco. Um vídeo postado no YouTube mostra dezenas de rebeldes vestidos com uniformes do Exército comemorando, diante de uma nuvem de fumaça negra saindo de uma instalação militar atrás deles.

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Um homem de meia-idade, segurando um fuzil, disse que o ataque à base, na região de Ghouta Oriental, foi realizado por um batalhão rebelde da cidade de Douma - os dois lugares ficam poucos quilômetros a leste da capital. Os rebeldes disseram que a operação aconteceu na quinta-feira, mas a informação não pôde ser confirmada de forma independente.

Também nesta sexta-feira, a Turquia enviou tropas para a fronteira, um dia depois de o Parlamento turco ter aprovado uma medida que autoriza uma ação militar na Síria.

Morteiros disparados do território sírio deixaram cinco civis mortos na cidade turca de Akcakale. As vítimas são duas mulheres e três crianças. Em retaliação, a Turquia fez vários ataques contra alvos sírios - na primeira ação deste tipo desde o início da revolta popular, que dura 18 meses.

O vice-premiê turco, Besir Atalay, afirmou que a medida não é um declaração de guerra contra a Síria, mas, sim, uma forma de tentar deter ataques do país vizinho. "Não é uma lei de guerra", afirmou Atalay, dizendo que a prioridade da Turquia é agir em coordenação com órgãos internacionais.

Pouco depois, Atalay afirmou que a Síria assumiu a responsabilidade pelo ataque e fez um pedido de desculpas formal, além de garantir que "um incidente similar não acontecerá novamente".

Com AP e Reuters

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