Líbios entregam armas em esforço nacional de desarmamento

Pessoas fizeram fila em Trípoli e em Benghazi, onde tendas foram instaladas em praças, com oficiais militares recolhendo armas, explosivos e até mesmo lançadores de granadas

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Centenas de líbios entregaram, neste sábado (29), as armas que sobraram da guerra do ano passado, como parte de um movimento no país do Norte da África para livrar suas ruas de armas e reprimir grupos de milícias perigosos.

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População, acompanhada de crianças, entregou armas em cidade da Líbia, nesta sábado

Ao longo do dia, as pessoas faziam fila em Trípoli e na cidade oriental de Benghazi, onde tendas foram instaladas em praças, com oficiais militares recolhendo armas, explosivos e até mesmo lançadores de granadas.

Em meio a um ambiente de comemoração, mulheres e crianças olhavam enquanto os homens faziam fila para entregar suas armas, e ouviam uma banda militar e música pop.

"Queremos que nosso país seja seguro e protegido... Não queremos ver mais armas", disse o morador de Trípoli, Mohammed Salama, enquanto fazia fila para entregar um rifle. "Queremos viver nossas vidas. O tempo da guerra acabou".

Os novos governantes da Líbia têm se esforçado para impor a sua autoridade em um país repleto de armas, e muitos líbios estão cansados das milícias formadas durante a guerra que ainda patrulham as ruas e tomam a lei em suas próprias mãos.

Um ataque ao consulado dos EUA em Benghazi, no dia 11 de setembro, quando o embaixador dos EUA e três outros americanos foram mortos, foi seguido por protestos anti-milícia na cidade, na semana passada, aumentando a pressão para que as autoridades acabem com a insegurança.

Desde então, o governo tem feito uma abordagem de duas vias --prometendo dissolver as milícias que operarem sem a permissão do governo, mas também oferecendo apoio público para muitos dos grupos armados mais poderosos, que têm permissão oficial para existirem, ao mesmo tempo em que procura fortalecer suas forças de segurança.

Saad Bakar, chefe de uma pequena brigada em Benghazi, entregou fuzis e munições no sábado, dizendo que estava pronto para deixar o seu grupo.

"Estávamos esperando até hoje para nos certificarmos de que as armas iriam para o lugar certo," disse ele. "Queremos entrar no exército como indivíduos".

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