Governo sírio movimentou armas químicas, dizem EUA

Segundo Panetta, material continua seguro; em Aleppo, rebeldes e forças de segurança travam intensos combates

iG São Paulo |

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Leon Panetta, afirmou nesta sexta-feira que o governo da Síria movimentou parte de seu arsenal de armas químicas. De acordo com as agências de inteligência americanas, o material continua seguro.

De acordo com Panetta, as informações do governo americano não são suficientes para precisar se essa movimentação sugere que parte das armas químicas passou para as mãos dos rebeldes que lutam contra o presidente Bashar Al-Assad.

Leia também:  Obama diz que Síria cruzará 'linha vermelha' se usar armas químicas

AP
Imagem de vídeo mostra criança sendo resgatada com vida de prédio destruído por ataque do governo sírio em Aleppo

O governo sírio admitiu ter armas químicas, mas afirmou que elas só serão usadas em caso de intervenção estrangeira no país. O presidente americano, Barack Obama, e outros líderes ocidentais alertaram que a Síria cruzaria uma " linha vermelha " se usasse esses armamentos, o que poderia abrir caminho para uma ação militar.

Nesta sexta-feira, rebeldes sírios enfrentavam dificuldades para avançar em Aleppo, no segundo dia de uma ofensiva que eles qualificaram como decisiva na revolta contra o regime. Além de enfrentarem resistência das forças do governo, os rebeldes precisam combater também militantes curdos locais.

Leia também:  Síria adverte que usará armas químicas se sofrer ataque externo

Saiba mais: Veja o especial do iG sobre as revoltas no mundo árabe

"Chegamos ao meio (do bairro) de Suleiman al Halibiya e liberamos alguns bairros, então estou otimista. Mas estou preocupado com a nossa organização. Não podemos derrubar o regime. No máximo, acho que podemos avançar algumas das nossas posições", disse um combatente, pedindo anonimato.

Outros rebeldes disseram à Reuters que uma das unidades de combate na cidade está cercada. Outro afirmou que alguns batalhões estão deixando a linha de frente, ou nem apareceram para o combate.

Há dois meses, rebeldes de áreas rurais do norte da Síria chegaram em grande número a Aleppo, mas tiveram de recuar por causa da falta de munição e do poder de fogo superior das forças de Assad.

A TV estatal disse que "grupos terroristas" tinham disparando morteiros na zona sudeste da cidade, matando três pessoas, inclusive duas crianças, e deixando outros dez feridos.

O ativista Ahmed Abdelrahman disse que os combates atravessaram a noite, e que um avião militar bombardeou prédios perto da localidade de Azaz, a menos de um quilômetro da fronteira com a Turquia.

Com Reuters e AP

    Leia tudo sobre: síriaeuaassadmundo árabeprimavera árabearmas químicasaleppo

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG