Rebeldes sírios bombardeiam área de comando militar em Damasco

Oposição diz que ataque matou dezenas, mas Forças Armadas negam e dizem que alguns guardas ficaram feridos

iG São Paulo | - Atualizada às

Rebeldes sírios bombardearam nesta quarta-feira a região de um complexo militar em Damasco, iniciando um incêndio que consumiu o quartel-general do Exército. O Exército Sírio Livre, principal grupo rebelde do país, assumiu a autoria do ataque, dizendo ter matado dezenas de pessoas.

Mas, de acordo com a rede de notícias estatal Sana, apenas quatro guardas militares foram mortos e ao menos 14 pessoas ficaram feridas. Segundo fontes oficiais, houve duas explosões provocadas por dois carros-bomba distintos.

Vídeo: Rebeldes detonam bombas perto de quartel-general em Damasco

AFP
Rebeldes detonam bombas perto de quartel-general em Damasco


Foi o maior ataque em Damasco desde 18 de julho, quando uma explosão matou vários funcionários graduados do governo, inclusive um cunhado de Assad e os ministros de Defesa e Interior.

Imagens publicadas na internet mostraram o fogo dominando os andares superiores do prédio do Comando do Estado-Maior, na praça Umayad (centro de Damasco). As explosões deixaram uma enorme cratera, aparentemente onde um dos carros-bomba foi detonado.

Moradores disseram que tiros foram ouvidos no bairro durante pelo menos duas horas depois da explosão. As ruas do bairro foram interditadas e ambulâncias passavam em alta velocidade.

O ministro da Informação, Omran Zoabi, disse à TV síria que "foi um ato terrorista, perto de um local importante (...), mas como de costume eles fracassaram em alcançar seu objetivo."

O ativista Sami al Shami disse que as principais explosões foram causadas por dois veículos, um deles ocupado por um suicida. "Aí os combatentes entraram e confrontaram a segurança no interior, enquanto alguns dos homens começaram a incendiar o prédio."

"Deve haver vários (membros das) forças de segurança mortos, não há como os rebeldes terem chegado tão longe, lutando para abrir caminho, sem matar ninguém das forças de segurança", disse ele à Reuters.

Um repórter da TV Al Manar, que pertence ao grupo xiita libanês Hezbollah, aliado de Assad que disse estar no prédio depois da explosão, afirmou ter visto os corpos de três "homens armados", sugerindo que houve confrontos entre militares e rebeldes.

Um correspondente da emissora iraniana Press TV foi morto por um franco-atirador rebelde, e o chefe da sucursal em Damasco ficou ferido no incidente, durante a cobertura das explosões de quarta-feira, segundo o canal.

Também na quarta-feira, o Observatório Sírio de Direitos Humanos, que funciona no Reino Unido, disse ter recebido informações de que atiradores pró-Assad mataram mais 16 pessoas em Damasco, inclusive três crianças e seis mulheres no bairro de Barzeh, reduto da oposição.

Com Reuters

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