Após reunião com Conselho de Segurança, Lakhdar Brahimi diz que tem 'algumas ideias', mas não um plano completo para acabar com o conflito

O enviado da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Liga Árabe para a Síria, Lakhdar Brahimi, afirmou nesta segunda-feira que a situação no país é "extremamente ruim e cada vez pior". Ele disse ter "algumas ideias", mas não um plano completo para acabar com o conflito que dura 18 meses no país.

Brahimi fez essa avaliação depois de sua primeira reunião com o Conselho de Segurança da ONU desde que substituiu Kofi Annan como mediador conjunto da Liga Árabe e da ONU, em setembro. Em seu primeiro mês no cargo, ele se reuniu com o presidente sírio, Bashar Al-Assad, em Damasco, e visitou campos de refugiados na Turquia e na Jordânia.

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Sírios observam corpos em bairro da cidade de Aleppo
AP
Sírios observam corpos em bairro da cidade de Aleppo

"A situação na Síria é extremamente ruim e cada vez pior. É uma ameaça para a região e uma ameaça para a paz e a segurança no mundo", disse o veterano diplomata argelino. "Há um impasse, mas eu acredito que nós vamos encontrar uma abertura em um futuro não muito distante."

"Não tenho um plano completo para o momento, mas tenho algumas ideias", acrescentou. "Concordei com o Conselho e vou voltar aqui o mais breve possível com mais ideias sobre como podemos avançar."

A ONU diz que o conflito deixou mais de 20 mil mortos. Mais de 250 mil sírios fugiram para os vizinhos Turquia, Jordânia, Líbano e Iraque, sendo que mais de 100 mil deixaram o país somente em agosto.

Diplomatas do Conselho, falando sob condição de anonimato, descreveram a avaliação de Brahimi sobre o conflito como pessimista. Um diplomata afirmou que embora Brahimi não tenha revelado muito ao conselho sobre seus planos, ele foi "firme" ao colocar a maior parte da culpa pelo conflito no governo de Assad.

Os diplomatas condenaram a violência, mas não ofereceram novas ideias de como resolvê-la.

"A situação na Síria é grave. Precisamos fazer tudo que pudermos para acabar com a violência e a morte de tantas pessoas inocentes", declarou o ministro do Exterior alemão, Guido Westerwelle, a jornalistas. A Alemanha ocupa a presidência do conselho de setembro.

Com Reuters

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