Rebeldes sírios conquistam cidade na fronteira com a Turquia

Após intensa batalha, militantes do Exército de Libertação da Síria arrancaram a bandeira do regime de Bashar Al-Assad dos prédios públicos e tomaram a alfândega da região

iG São Paulo |

Rebeldes do Exército de Libertação da Síria tomaram mais uma parte da fronteira com a Turquia nesta quarta-feira, de acordo com redes de televisão locais. Os militantes contrários ao regime do presidente Bashar Al-Assad controlam o entreposto de Tal Abyad, um dos principais pontos fronteiriços entre os dois países, arrancaram a bandeira oficial de vários prédios públicos e conquistaram a maior alfândega da região.

Segundo a agência de notícias Anadolu Agency, "sírios refugiados na Turquia se juntaram aos rebeldes e celebraram a tomada da cidade fronteiriça". A conquista do entreposto de Tal Abyad faz parte de um plano audacioso para controlar todas as fronteiras do país e isolar Assad.

Leia também: Oposição síria pede intervenção militar internacional

Testemunhas no local disseram que a batalha durou toda a noite de terça-feira, mas não foram divulgados os números de feridos ou mortos.

Violência

Uma grande onda de ataques a um subúrbio de Damasco, também nesta quarta-feira, deixou ao menos 67 pessoas mortas, incluindo mulheres e crianças. Já as autoridades ligadas ao governo de Assad afirmaram que entre os mortos haviam apenas rebeldes e terroristas.

Reuters
Carros danificados e sangue são vistos em local de explosão em Jaramana, distrito de Damasco (arquivo)

Durante sua visita ao país mergulhado na guerra há quase um ano, o Ministro das Relações Exteriores do Irã, Ali Akbar Salehi, afirmou que está disposto a discutir medidas que possam ser benéficas para acabar com o conflito sem prejudicar as forças leais a Assad ou os rebeldes.

Crimes de guerra

Investigadores da Organização das Nações Unidas (ONU) redigiram uma nova lista de indivíduos suspeitos de cometer crimes contra a humanidade.

Os investigadores independentes, chefiados pelo brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro, disseram ter reunido "um conjunto de indícios formidável e extraordinário", com base nos quais pediu ao Conselho de Segurança da ONU que remeta a situação da Síria para o Tribunal Penal Internacional (TPI).


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