Líder de protestos violentos na Tunísia escapa de cerco policial

Saif-Allah Benahssine, comandante do movimento salafista no país, estava encurralado em uma mesquita na capital Túnis, mas conseguiu fugir

iG São Paulo |

O líder do movimento salafista na Tunísia, Saif-Allah Benahssine, é procurado pelas forças de segurança do país por ter convocado os protestos contra a embaixada dos Estados Unidos que atingiu a capital Túnis na semana passada. De acordo com o governo, ele estava dentro de uma mesquita, onde dezenas de manifestantes se preparavam para uma nova onda de violência, mas conseguiu fugir.

Benahssine é chefe do movimento tunisiano da Ansar al-Sharia islâmica, uma organização linha dura e restritiva, de origem egípcia. Ele era procurado por ter organizado o principal protesto na Tunísia em resposta à divulgação do vídeo que faz insultos ao Islã. Durante as manifestações, ao menos quatro pessoas morreram e 46 ficaram feridas.

AP
Forças de segurança guardam a embaixada dos Estados Unidos na Tunísia

Segundo relatos das agências de notícias que estavam no local, não ficou claro como Benahssine conseguiu fugir. Cerca de mil policiais anti-choque e antiterrorismo cercavam o local onde o líder salafista se encontrava, mas depois acabaram recuando. Funcionários do Ministério do Interior da Tunísia não comentaram o caso.

Saiba mais: Conheça o motivo por trás dos ataques de muçulmanos apó insultos ao Islã

Protestos

Centenas de manifestantes contrários a um filme anti-Islã incendiaram prédios no Paquistão nesta segunda-feira, provocando confrontos com a polícia que deixaram um morto. Confrontos também foram registrados em frente a uma base militar americana no Afeganistão e à Embaixada dos Estados Unidos na Indonésia.

No Líbano, o grupo Hezbollah convocou um enorme protesto em Beirute, após o líder do grupo, sheik Hassan Nasrallah , ter dito na televisão que os EUA devem ser responsabilizados pelo filme, que foi filmado no país. Os protestos contra a produção, que começaram na terça-feira, já deixaram ao menos 10 mortos.

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