Morte de embaixador amplia importância de política externa na eleição nos EUA

Romney ataca resposta de Obama a ataque que matou diplomatas na Líbia, enquanto democratas acusam rivais de politizar a tragédia

iG São Paulo | - Atualizada às

Discussões sobre política externa ganharam importância na campanha eleitoral americana nesta quarta-feira, após o candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Mitt Romney , criticar a resposta do presidente Barack Obama ao ataque ao Consulado dos EUA em Benghazi, na Líbia. O atentado matou quatro americanos, incluindo o embaixador Christopher Stevens.

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AP
A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, acompanha discurso do presidente dos EUA, Barack Obama, sobre o ataque na Líbia

De acordo com autoridades líbias, o atentado foi realizado por manifestantes que protestavam contra um filme produzido nos EUA que ridiculariza o profeta Maomé. Antes mesmo de Obama se pronunciar sobre o assunto, a campanha de Romney reagiu a um comunicado da Embaixada dos EUA no Cairo, também atacada por causa do filme , que condenou as supostas tentativas de ofender os muçulmanos.

"É vergonhoso que a primeira resposta da administração Obama não tenha sido a de condenar os ataques a nossas missões diplomáticas, mas simpatizar com as pessoas que realizaram os ataques", disse Romney, acrescentando que o governo do democrata envia "sinais mistos" ao mundo. "Para mim, trata-se de um grande erro."

A Casa Branca disse que o comunicado da embaixada egípcia não passou pela aprovação do governo.

Obama, por sua vez, não respondeu ao rival nem em comunicado no qual condenou os ataques, nem durante pronunciamento no qual prometeu punir os responsáveis.

O porta-voz da campanha democrata, Ben LaBolt, afirmou ser "chocante" que "no momento em que os EUA confrontam a trágica morte de diplomatas na Líbia, Romney tenha escolhido fazer um ataque político". 

Até agora, política externa tinha sido um tema marginal da campanha eleitoral, cujas principais discussões giraram em torno da crise econômica e do alto índice de desemprego.

Além do ataque na Líbia, outro tema de política externa ganhou atenção nesta semana: a recusa de Obama em receber o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, aprofundou mais ainda a crise de confiança entre os dois países, em meio às divergências sobre um eventual ataque ao Irã.

Segundo a Casa Branca, Obama não poderá receber Netanyahu durante sua visita aos Estados Unidos, no fim deste mês, porque sua agenda está totalmente tomada pela campanha eleitoral. A rejeição foi interpretada em Israel, no entanto, como mais um sinal de uma "crise grave" nas relações entre os dois países.

Para evitar desgates, Obama conversou com Netanyahu por cerca de uma hora, por telefone.

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