ONU diz que cerca de 100 mil refugiados deixaram a Síria em agosto

Número registrado no último mês, um recorde, representa mais de 40% dos quase 235 mil sírios que deixaram o país desde o início da revolta contra Assad

iG São Paulo | - Atualizada às

Cerca de 100 mil refugiados deixaram a Síria em agosto, um número mensal recorde desde que o conflito começou, em março de 2011, afirmou a Organização das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira.

De acordo com a ONU, o número inclui tanto refugiados registrados e os que aguardam para ser registrados pela Agência de Refugiados, que tem sede em Genebra, e representa mais de 40% do total de 234.368 sírios que deixaram o país até 2 de setembro.

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AP
Ghassan Khalil, 30, segura seu filho, Mahmoud, os dois vivem em campo de refugiados na fronteira da Síria com a Turquia há 12 dias (03/09)

"Se você faz as contas, é um número impressionante", disse a porta-voz da agência, Melissa Fleming. "E mostra um escalada significativa no movimento de refugiados e pessoas pedindo asilo, além de uma situação muito precária e violenta dentro do país."

De acordo com a ONU, mais de 80 mil refugiados sírios estão na Turquia e cerca de 8 mil esperam para cruzar a fronteira. Outros 77 mil sírios foram para a Jordânia, 59 mil para o Líbano e quase 18.700 mil para o Iraque.

A porta-voz do Programa de Alimentos da ONU, Elisabeth Byrs, disse que a agência está intensificando suas operações para entregar comida a 1,5 milhão de sírios neste mês.

Ativistas disseram que cerca de 5 mil pessoas foram mortas na Síria em agosto, também um recorde mensal desde que o conflito começou. Segundo a ONU, os confrontos mataram 1,6 mil crianças apenas na última semana.

Os dois principais grupos de ativistas, o Observatório Sírio para os Direitos Humanos e os Comitês de Coordenação Local, disseram que entre 23 mil e 26 mil pessoas morreram desde que o confronto começou.

Cruz Vermelha

Nesta terça-feira, o chefe do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), Peter Maurer, se encontrou com o presidente da Síria, Bashar al-Assad, durante uma iniciativa para facilitar o acesso dos funcionários da entidade ao país.

Segundo um porta-voz da entidade, Assad prometeu autorizar a Cruz Vermelha a ampliar suas operações humanitárias no país. Durante a reunião, Maurer salientou a necessidade de atender rapidamente os feridos e acelerar a importação de suprimentos médicos, alimentos e equipamentos.

Assad, segundo a TV síria, disse a Maurer que seu país "saúda o trabalho que o Comitê realiza no território sírio, desde que seja realizado de forma independente e neutra".

Maurer também visitou pacientes e voluntários em um centro do Crescente Vermelho Árabe Sírio - entidade afiliada ao CICV - na zona rural de Damasco.


Com AP e Reuters

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