França e Reino Unido alertam Síria sobre uso de armas químicas e biológicas

Assim como os EUA, países europeus afirmam que ataque deste tipo poderia mudar posição do Ocidente em relação ao conflito sírio

iG São Paulo | - Atualizada às

Autoridades da França e do Reino Unido afirmaram nesta segunda-feira que o Ocidente responderá com força se o governo da Síria decidir usar armas químicas ou biológicas. O regime sírio, liderado pelo presidente Bashar Al-Assad, disse que tais armas poderiam ser usadas no caso de um ataque estrangeiro.

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AP
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“Nossa resposta será massiva”, afirmou o ministro francês das Relações Exteriores, Laurent Fabius, à rádio RMC, confirmando que os países ocidentais acompanham a movimentação na Síria para estarem preparados para agir. “Estamos discutindo isso com nossos parceiros americanos e britânicos.”

Também nesta segunda-feira, o secretário britânico das Relações Exteriores, William Hague, disse ter pedido que a Organização das Nações Unidas (ONU) monte uma equipe para ser enviada à Síria caso existam rumores de uso ou movimentação de armas químicas.

Segundo Hague, os Estados Unidos, a França e o Reino Unido deixaram claro que o uso de armas químicas poderia mudar radicalmente sua posição em relação ao conflito na Síria. “Não descartamos nenhuma opção conforme a crise se aprofunda”, afirmou.

Hague fez um apelo para que o Ocidente e seus aliados acelerem os planos para um regime pós-Assad. “A saída de Assad do poder é inevitável. Seu regime está condenado, e a comunidade internacional precisa planejar um apoio ao novo governo”, disse.

Ativistas estimam que o conflito sírio, que começou em março de 2011, tenha deixado mais de 20 mil mortos. Nesta segunda-feira, o novo enviado da ONU para a Síria, Lakhdar Brahimi, disse que encerrar o conflito é uma tarefa “muito, muito difícil”.

Na Espanha, o líder do Conselho Nacional Sírio, um órgão da oposição, fez um apelo por ajuda militar estrangeira para os rebeldes.

“Vou ser muito claro: estamos pedindo uma intervenção militar para proteger os civis sírios que vem sendo assassinados no último ano e meio”, afirmou Abdelbaset Sieda.

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