Presidente do Conselho Nacional Sírio denuncia massacre em Daryya, que deixou centenas de mortos

EFE

Abdelbaset Sieda (direita) em encontro no início do mês com François Hollande, presidente da França
AP
Abdelbaset Sieda (direita) em encontro no início do mês com François Hollande, presidente da França

O Conselho Nacional Sírio (CNS), organismo que tenta agrupar a oposição ao regime de Bashar al Assad, pediu neste domingo em Istambul uma intervenção militar da comunidade internacional no conflito. Abdelbaset Sieda, presidente do CNS, denunciou o massacre ocorrido no sábado em Darayya, um povoado da província de Damasco, que atribuiu às forças governamentais e que, segundo afirmou, causou a morte de centenas de pessoas.

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Perante a magnitude e a frequência destes massacres, o CNS pede a proibição de voos militares na Síria, advertindo que já considera necessária uma intervenção militar direta.

É a primeira vez que o Conselho Nacional Sírio, formado há um ano em Istambul, pede de forma explícita a entrada de tropas internacionais na Síria. "Não queremos que a comunidade internacional derrube o regime de Assad: fazê-lo é nossa responsabilidade como povo sírio em luta; mas exigimos que a comunidade internacional proteja os civis", declarou o dirigente opositor.

Sieda, professor universitário exilado durante anos na Suécia e eleito em junho como presidente do CNS, insistiu que "já não cabem mais hesitações e atrasos", é preciso passar à ação. O dirigente não pediu a nenhum país em particular que lidere a intervenção militar, mas desde o início da entrevista coletiva se dirigiu ao rei Abdullah da Arábia Saudita e a Mohammed Mursi, presidente do Egito, como dirigentes dos países árabes mais poderosos, assim como ao governo do Catar, que respaldou a oposição síria desde o início do levante.

George Sabra, também representante do CNS, ressaltou que a responsabilidade pelos massacres perpetradas na Síria recai sobre a comunidade internacional, já que não põe fim a massacres que acontecem dias após dia.

Por outra parte, Sieda pediu à Turquia que melhore o atendimento aos refugiados sírios e que garanta o acesso à água potável e alimentação, já que agora não recebem comida suficiente, denunciou. Uma delegação do CNS, liderada pelo próprio Sieda e seu antecessor, Burhan Ghaliun, havia visitado na segunda-feira passada quatro acampamentos no sul da Turquia para avaliar as necessidades dos refugiados.

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