Ministro do Interior da Líbia renuncia após críticas por onda de violência

Deputados acusam a Alta Comissão de Segurança de passividade em relação à onda de atentados no país

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O ministro do Interior da Líbia, Fawzi Abdelali, renunciou neste domingo perante as duras críticas do Congresso Geral Nacional pela sucessão de atentados que sacudiu o país nos últimos dias, informou em entrevista coletiva o porta-voz da Alta Comissão de Segurança, Brahim Cherksi.

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Cherksi explicou que Abdelali apresentou sua renúncia ao primeiro-ministro interino, Abderrahim el Kib, sem detalhar se havia sido aceita. Com isso, Abdelali respondeu às críticas do Congresso, principal instância política desde as eleições de julho do ano passado, sobre a atuação das forças de segurança em geral e dos membros da Alta Comissão de Segurança, formada por ex-rebeldes.

Durante uma sessão do Congresso na qual o primeiro-ministro expôs a situação da segurança no país após os últimos atentados, vários dos deputados acusaram a Alta Comissão de passividade.  

No último dia 19, a capital líbia foi sacudida por um duplo atentado com carro-bomba que deixou dois mortos e quatro feridos. Abdelali anunciou dois dias mais tarde a detenção dos autores do atentado, o que, no entanto, não parece ter acalmado os ânimos.

Radicais islâmicos destruíram no sábado o segundo mausoléu muçulmano mais importante de Trípoli, perante as olhares atônitos dos habitantes. Segundo várias testemunhas, membros da Alta Comissão de Segurança, que forma o núcleo das forças de segurança líbias, presenciaram o ataque, mas se limitaram a cortar o tráfego e não intervieram para deter os responsáveis.

Também em Benghazi, segunda cidade líbia e bastião da rebelião que derrubou o regime do coronel Muammar Kadafi, a segurança se degradou nas últimas semanas, sobretudo após o assassinato de um general no início de agosto e o atentado contra o vice-cônsul do Egito na semana passada. 

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