Assad diz que lutará contra "complô estrangeiro" seja qual for o preço

Presidente sírio diz que comunidade não irá permitir que influência de outros países tenha êxito. Declaração foi dada hoje durante encontro com comitê de segurança do Irã

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O presidente sírio, Bashar al Assad, disse neste domingo que um complô de "forças externas" está se dirigido contra a Síria e que seu país não permitirá que este plano tenha êxito. "O povo sírio não vai permitir que este plano cumpra seus objetivos, seja qual for o preço", garantiu Assad. A declaração foi dada durante uma reunião em Damasco com o presidente da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento iraniano, Alaedin Bruyerdi.

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O governante ainda insistiu que a Síria "está comprometida com sua posição de resistência", em alusão a Israel, apesar "da colaboração dos países ocidentais e alguns regionais para desviar esta postura", segundo as declarações divulgadas pela agência oficial "Sana".

Além disso, Assad alegou que "a Síria é um pilar fundamental" na região e por isso "as forças externas atacam o país para completar seu plano em toda a região". Neste sentido, Bruyerdi afirmou que "as forças exteriores não podem desviá-los de seu papel de resistência na região".

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Síria, Irã e o grupo xiita libanês Hezbollah se consideram os bastiões contra Israel no Oriente Médio. Bruyerdi, cuja visita demonstra o apoio de Teerã ao regime de Damasco, se reuniu também com o vice-presidente sírio, Farouk al Charaa, que efetuou assim sua primeira aparição pública após surgir rumores sobre sua deserção .

Enquanto isso, a violência prossegue na Síria, onde a oposição denunciou um novo massacre após a morte de mais de 300 pessoas na cidade de Daraya, na periferia de Damasco, vítimas de bombardeios e execuções perpetradas pelas forças governamentais e suas milícias. 

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