Em rara aparição, presidente sírio participa de festa do fim do Ramadã

Termina neste domingo o mandato de observadores internacionais da ONU na Síria diante da falta de acordo dos países para colocar fim ao conflito

iG São Paulo |

AP
Assad participa de festa do fim do Ramadã

O presidente sírio, Bashar al-Assad, fez neste domingo uma de seus poucas aparições públicas ao participar em uma mesquita em Damasco na oração de Eid ul-Fitr, a festa do final do Ramadã, em um dia no qual expira o mandato dos observadores internacionais da ONU na Síria.

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Os meios de comunicação estatais anunciaram que Assad rezou na mesquita de Al Hamd, localizada no bairro Al Muhajerin, em Damasco, junto a vários altos cargos do Estado e do partido Al Baath.

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Nesse evento, também estiveram presentes o primeiro-ministro sírio, Wael al Halqi; o presidente do Parlamento, Mohammed Jihad al Laham; e o secretário adjunto do partido governamental Al Baath, Abdulah al Ahmar.

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As imagens divulgadas pela televisão estatal mostraram o líder sírio na primeira fila de dezenas responsáveis e cidadãos sírios escutando junto ao mufti do país, Ahmed Hasun, o sermão do imame. 

Mudança no comando do plano de paz

O novo mediador internacional para a Síria, Lakhdar Brahimi, de 78 anos, substitui no cargo Kofi Annan, que apresentou sua renúncia diante do fracasso de seu plano de paz. Esta nomeação foi feita um dia após o Conselho de Segurança ordenar, na quinta-feira, o fim da missão de observadores da ONU na Síria, diante da falta de acordo dos países para por fim a um conflito que não para de se agravar.

Mas o novo enviado das Nações Unidas e da Liga Árabe para a Síria disse ter pouca confiança que se possa acabar com a guerra civil no país árabe. "Acredito que vou colocar todos os meus esforços, vou fazer o máximo possível", declarou à rede de televisão France 24.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu um apoio internacional "forte, claro e unificado" a Brahimi. A China, país aliado de Damasco, e os Estados Unidos, que pedem a renúncia de Bashar al-Assad, também prometeram apoiar Brahimi. A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, fez o mesmo, diante da "imensa tarefa que o espera".

A Rússia saudou a nomeação de Brahimi, com a esperança de que retome o plano de paz de Annan e o acordo de Genebra, que propunha uma transição política no país.

Os rebeldes continuam exigindo, além de armas, uma zona de exclusão aérea como a implementada na Líbia, mas o ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, declarou-se contra esta ideia, em uma entrevista que será divulgada neste sábado na Sky News Arabia.

Moscou é o aliado mais forte do regime sírio e utilizou seu poder de veto em três ocasiões, junto a Pequim, contra resoluções do Conselho de Segurança que incluíam ameaças de sanções contra Damasco.

Com Reuters e EFE

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