Bomba explode perto de hotel que abriga monitores da ONU em Damasco

Funcionários da organização não ficaram feridos em ataque; violência se espalha e sírios são sequestrados no Líbano

iG São Paulo |

Uma bomba explodiu nesta quarta-feira em Damasco, capital da Síria, perto de um hotel onde estão hospedados integrantes da missão observadora da Organização das Nações Unidas (ONU). De acordo com a TV estatal síria, o ataque deixou três feridos, nenhum deles funcionários da organização.

A explosão aconteceu a cerca de 300 metros de uma instalação militar síria. O hotel sofreu danos leves e o fogo levou menos de uma hora para ser controlado. O vice-ministro sírio das Relações Exteriores, Faisal Mekdad, visitou a região do ataque, que chamou de "ato criminoso". "Esse tipo de explosão não afetará nosso país", afirmou. 

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Reuters
Fumaça é vista em Damasco, capital da Síria, após explosão perto de hotel usado por monitores da ONU

Também nesta quarta-feira, ativistas disseram que combates entre as forças de segurança e os rebeldes que lutam contra o governo do presidente Bashar Al-Assad foram registrados em várias regiões do país, inclusive em Damasco. Os choques na capital teriam acontecido em frente ao quartel-general do governo e ao prédio da Embaixada do Irã.

Na terça-feira, o secretário americano da Defesa, Leon Panetta, afirmou que o Irã está montando e treinando uma milícia para ajudar Assad a reprimir a revolta popular. Os esforços do governo iraniano, disse Panetta, "apenas aumentarão as mortes e impulsionarão um regime que cairá".

Sequestro no Líbano

Um importante clã xiita libanês sequestrou vários sírios, supostamente combatentes rebeldes em retaliação à captura de um parente pelo Exército Sírio Livre em Damasco, disse um familiar nesta quarta-feira.

Maher al-Meqdad disse que mais de 20 sírios foram tomados como reféns durante a noite no Líbano, incluindo um tenente que desertou do Exército sírio para aderir à rebelião. Reféns que não eram membros do Exército Sírio Livre foram libertados, segundo Meqdad.

Ele não revelou como e onde os homens foram capturados. De acordo com Meqdad, os sequestros foram uma resposta à captura de Hassan al-Meqdad em Damasco, ocorrida há dois dias.

O Exército Sírio Livre diz que seu refém havia sido enviado à Síria pelo grupo xiita libanês Hezbollah, um dos principais aliados regionais de Assad. "Não nos importa o que está acontecendo na Síria. Respeitamos o desejo de democracia. Só queremos nosso filho de volta ao Líbano em segurança", disse Maher al-Meqdad.

A rebelião síria polariza o Líbano, onde muitos sunitas apoiam a rebelião. Assad pertence à seita alauíta, uma derivação do islamismo xiita, ao passo que os sunitas são maioria na população síria e lideram a rebelião.

Com AP e Reuters

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