Diante da ofensiva do governo de Bashar al-Assad em Aleppo, Bento 16 pede em pronunciamento que comunidade internacional ajude a resolver conflito

O papa Bento 16 fez um apelo pelo fim imediato do derramamento de sangue na Síria e pediu, neste domingo, que as potências mundiais não poupem esforços para ajudar a solucionar o conflito.

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Papa Bento 16 faz discurso pós orações de Angelus, em Castel Gandolfo, Itália
AP
Papa Bento 16 faz discurso pós orações de Angelus, em Castel Gandolfo, Itália


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"Estou acompanhando os trágicos e crescentes episódios de violência na Síria com uma triste sequência de mortos e feridos, também entre civis", disse o papa após a oração dominical do Angelus em sua residência de verão de Castel Gandolfo, próximo a Roma.

"Renovo um apelo urgente para o fim de toda violência e derramamento de sangue", acrescentou, recomendando que "nenhum esforço seja poupado, em particular, por parte da comunidade internacional para chegar uma solução política justa para o conflito.

O sumo pontífice disse também que seus pensamentos estão com "o número elevado de pessoas deslocadas e de refugiados nos países vizinhos", e pediu que sejam garantidas a eles "a ajuda e a assistência humanitária necessárias".

As tropas sírias continuam usando tanques e artilharia pesada em Aleppo, segunda maior cidade da Síria, enquanto rebeldes tentam impedir que o Exército alcance seus domínios na cidade. O bombardeio é parte de uma ofensiva do governo para retomar o controle de distritos que foram conquistados pelos opositores na semana passada.

Segundo analistas, a batalha é extremamente importante para as duas partes. De um lado, o regime espera que seus aliados, os ricos comerciantes de Aleppo, financiem parte do esforço bélico. Os rebeldes aspiram criar uma zona de proteção, como os insurgentes líbios fizeram em Benghazi.

O governo se comprometeu a continuar a batalha e afirmou que agentes da segurança estão vasculhando distritos de Aleppo atrás de grupos armados.

Em sua homilia pronunciada de uma sacada, Bento 16 comentou também a retomada da violência no Iraque e rezou para que a situação se estabilize nesse país. "Meus pensamentos também vão para a querida nação do Iraque, que foi atingida por vários e severos ataques que deixaram muitos mortos e feridos", declarou o Papa.

"Que esse grande país possa encontrar o caminho da estabilidade, da reconciliação e da paz."

Na segunda-feira, 113 pessoas foram mortas e mais de 250 ficaram feridas na maior explosão de violência no Iraque em mais de dois anos e meio, depois de a Al-Qaeda ter advertido que tentará retomar terreno nesse país.

Com Reuters e AFP

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