'Está provado que invasão não dá certo', diz Dilma sobre Síria

Em Londres, presidenta volta a defender diplomacia para solucionar conflito sírio, citando Iraque e Afeganistão como iniciativas fracassadas de construção da paz

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A presidenta Dilma Rousseff voltou a afirmar nesta sexta-feira que o Brasil defende uma saída diplomática para o conflito na Síria. A presidenta citou ações militares externas como as invasões do Afeganistão e do Iraque como exemplos de iniciativas fracassadas de construção da paz.

''Não achamos que instrumentos usados até agora nos outros países - quais sejam: invasão do Iraque e do Afeganistão - resolvam qualquer problema. Está provado que não dá certo'', disse Dilma.

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Reuters
Ao lado do chanceler Antonio Patriota, presidenta Dilma Rousseff concede entrevista em Londres


Em entrevista coletiva no hotel Ritz, no qual está hospedada em Londres, e antes de se encontrar com atletas brasileiros, a presidenta defendeu as tentativas de paz lideradas pelo enviado especial da ONU à Síria, Kofi Annan.

A líder brasileira afirmou ainda acreditar ser necessária uma posição comum no Conselho de Segurança das Nações Unidas no sentido de construir a paz na Síria.

''O que temos que construir em conjunto, todas as nações do mundo, é um caminho diferente em que a paz seja obtida por meios diplomáticos muito efetivos, de um consenso criado dentro do Conselho de Segurança.''

Antes da entrevista coletiva, Dilma se reuniu a portas fechadas com o líder da oposição no Reino Unido, Ed Milliband. Do hotel, ela seguiu para o centro de treinamento brasileiro em Crystal Palace, onde tinha marcado um almoço com atletas.

No final da tarde, ela participa de uma recepção com a rainha Elizabeth 2ª e conclui a sua agenda oficial na capital britânica no estádio olímpico, onde assiste à cerimônia de abertura da Olimpíada .

Dilma só embarca para o Brasil no sábado à noite, mas não tem compromissos oficiais durante o dia.

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