Soldados sírios entram no Líbano e bombardeiam fronteira

Síria acusa "grupos terroristas" de organizar do Líbano ataques contra suas tropas e enviar armas aos insurgentes; forças de Assad intensificaram bombardeios neste domingo

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Tropas sírias entraram neste domingo por duas vezes no Líbano e bombardearam a zona fronteiriça de Al Yura, onde também inspecionaram diversas residências, informaram à Agência Efe fontes policiais libanesas. Uma unidade síria, composta por vinte soldados, entrou em Al Yura, perto da cidade de Qaa. Horas depois, outro grupo de soldados sírios voltou a entrar nesta região e explodiu a casa de um cidadão libanês. Os motivos da ação não foram revelados.

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Forças sírias intensificam os bombardeios na capital Damasco neste domingo


Este tipo de incursão das forças sírias começou a ser praticado com frequencia desde o início da rebelião contra o regime do presidente Bashar al Assad, em março de 2011. A segurança no Líbano piorou nos últimos meses, nos quais ocorreram sequestros, ataques das forças sírias e enfrentamentos armados entre opositores e seguidores de Assad em Trípoli. A Síria acusa "grupos terroristas" de organizar do Líbano ataques contra suas tropas e enviar armas aos insurgentes.

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Também neste domingo as forças sírias intensificaram o bombardeio em Damasco com helicópteros de combate, retomando territórios dos rebeldes uma semana após os combatentes iniciarem o que chamaram de batalha final pela capital.

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Os bombardeios sobre Damasco e Deir al-Zor, no rio Eufrates, foram os mais duros até agora e mostraram a determinação de Assad de vingar uma bomba na quarta-feira que matou quatro membros de seu alto comando . Foi o golpe mais sério em 16 meses de levante que se transformou em uma revolta armada contra as quatro décadas de governo Assad.

Membros de uma divisão do exército sírio sob o comando do irmão do presidente Bashar al-Assad executaram sumariamente vários jovens, disseram testemunhas e ativistas da oposição. As forças sírias retomaram o controle de uma das duas passagens tomadas por rebeldes na fronteira com o Iraque, disseram autoridades iraquianas, mas os rebeldes disseram ter capturado uma terceira passagem na fronteira com a Turquia, Bab al-Salam, ao norte de Aleppo, principal centro comercial e industrial do país.

O Observatório Sírio para Direitos Humanos, um grupo de oposição que monitora a violência no país, informou que 1.261 pessoas foram mortas na Síria desde domingo passado, quando aumentaram os combates em Damasco, incluindo 299 membros das forças de Assad, tornando esse período a semana mais sangrenta da revolta que já levou 18 mil vidas. Um total de 180 pessoas, incluindo 48 soldados, foram mortos na Síria no sábado. Muitos deles morreram na província de Homs, o epicentro da insurreição.

A maioria das lojas em Damasco foram fechadas e havia pouco tráfego-- embora mais do que nos últimos dias. Alguns postos policiais, abandonados no início da semana, foram colocados em operação novamente.

Muitos postos de gasolina foram fechados, depois de ficarem sem combustível, e aqueles que estavam abertos tinham filas enormes de carros esperando para encher o tanque. Moradores relataram longas filas em padarias.

**Com Reuters e Efe

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