Ex-vice-presidente do Egito e braço direito de Mubarak morre nos EUA

Chefe de inteligência no antigo regime, Omar Suleiman sofreu ataque cardíaco quando estava fazendo exames em hospital em Cleveland

iG São Paulo |

Omar Suleiman , ex-vice-presidente do Egito e braço direito do ex-líder Hosni Mubarak , morreu na manhã desta quinta-feira nos Estados Unidos.

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De acordo com a agência de notícias estatal egípcia Mena, Suleiman vinha sofrendo de problemas no coração e no pulmão nos últimos meses e seu estado de saúde piorou bastante nas últimas três semanas. 

AP
Suleiman controlava os serviços de inteligência do país no governo Mubarak (foto de 2009)

Ele morreu de ataque cardíaco na manhã desta quinta-feira, em um hospital em Cleveland. "Ele estava bem. Foi de repente, enquanto ele estava fazendo exames médicos", disse o assessor Hussein Kamal. Os preparativos estavam em andamento para trazer seu corpo de volta para casa para o enterro, informou Kamal.

Fontes dos serviços de segurança do país disseram que o antigo chefe dos serviços secretos egípcios viajava com frequência aos EUA por causa de tratamentos contra o câncer e problemas cardíacos, e passou seus últimos meses entre a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos.

Nascido em 2 de julho de 1936, o general Suleiman foi vice-presidente egípcio de 29 de janeiro de 2011, quatro dias depois do início da revolta popular que derrubou Mubarak, até a queda do ex-presidente, em 11 de fevereiro do ano passado.

O homem de confiança de Mubarak dirigiu os serviços de inteligência do país desde 1993 e havia atuado como mediador no conflito entre israelenses e palestinos.

Eleições pós-Mubarak

Após meses de silêncio em consequência da queda de Mubarak, Suleiman havia decidido disputar as eleições presidenciais deste ano, vencidas por Mohammed Morsi , mas em abril sua candidatura havia sido revogada por falta das aprovações necessárias.

Suas três filhas, segundo a agência Mena, acompanharão o enterro do corpo no Egito. Segundo um oficial de inteligência, Suleiman poderia receber um funeral com honras militares, uma decisão que pode causar a ira de ativistas pró-democracia que podem enxergar na cerimônia uma homenagem ao homem que consideram um dos principais pilares do regime que lutaram para derrubar.

*Com AP e EFE

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