Observadores da ONU entram em cidade massacrada na Síria

Opositores denunciaram que mais de 200 pessoas morreram em Tremseh na quinta-feira

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Uma equipe de observadores da ONU na Síria conseguiu entrar neste sábado na cidade de Tremseh, palco de um massacre na última quinta-feira , após horas de negociação entre as partes em conflito. Os observadores, que vieram da capital Damasco em três veículos, se uniram a outro grupo que estava em Hama, reduto opositor no centro do país, e juntos seguiram a Tremseh, que fica na mesma província.

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Opositores haviam denunciado que mais de 200 pessoas morreram nesta região rural, que foi sitiada e bombardeada pelas tropas do regime de Bashar al Assad, assim como atacada pelos " shabiha " (milicianos governamentais). O exército sírio, no entanto, desmentiu essa versão e indicou que enfrentou supostos grupos terroristas que previamente tinham destruído casas e cometido assassinatos e sequestros.

O chefe da missão de observadores, general Robert Mood, afirmou na sexta-feira que a equipe estava disposta a ir a Tremseh para investigar o episódio e verificar se houve um cessar-fogo. Mood também confirmou que as tropas governamentais haviam colocado tanques e helicópteros a postos na cidade.

Os observadores da ONU chegaram ao país em abril para supervisionar a aplicação do plano de paz do mediador internacional Kofi Annan. Entre os seis tópicos deste plano estão o fim da violência, a retirada de tropas das cidades, a libertação dos detidos em protestos e o início de um diálogo nacional.

Explosão
Neste sábado, um carro-bomba explodiu junto a um quartel militar na cidade de Mahrada , no reduto opositor de Hama, no centro da Síria. Pelo menos sete morreram no ataque. 

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