Presidente do Egito quer conversar para resolver crise sobre Parlamento

Segundo comunicado de gabinete de Mohammed Morsi, líder buscou preencher 'vazio de poder' ao restabelecer Parlamento e quer evitar confrontações

iG São Paulo | - Atualizada às

O presidente egípcio, Mohammed Morsi , disse que buscará conversar com outras instituições para resolver a crise contitucional sobre sua tentativa de restabelecer o Parlamento .

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O líder egípcio entrou em conflito com juízes e militares no fim de semana, após a emissão de um decreto para restabelecer o Parlamento, após a ordem de dissolução anunciada pela Suprema Corte Constitucional em fevereiro . A Câmara é dominada por aliados islamitas de Morsi.

AP
Morsi e autoridades militares em cerimônia da Força Aérea, no Cairo (10/7)

Em comunicado nesta quarta-feira, o gabinete de Morsi disse que a decisão de restabelecer o Parlamento tinha como objetivo preencher um vazio de poder. O texto disse ainda que o presidente está “comprometido com as resoluções dos juízes egípcios e muito interessado em administrar os poderes do Estado e evitar qualquer confrontação.”

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“Haverá consultas entre todas as forças políticas, instituições e o Conselho Supremo das autoridades judiciais para encontrar a melhor maneira de sair dessa situação a fim de superarmos essa etapa juntos”, ascrescentou o documento.

Analistas dizem que a disputa ameaça mergulhar o Egito em um caos político. A Suprema Corte Constitucional havia decidido inicialmente que a eleição para o Parlamento, realizada em janeiro , era inconstitucional pois as regras das eleições haviam sido violadas.

Os militares acabaram por ordenar a dissolução da Casa, em uma demonstração de autoridade e poder diante da figura do presidente, antes das primeiras eleições presidenciais após a queda de Hosni Mubarak , em 2011.

Morsi, membro do Partido da Justiça, ligado à Irmandade Muçulmana, foi eleito na primeira eleição livre após o levante popular que derrubou Mubarak.

Arábia Saudita

Em sua primeira viagem ao exterior como chefe de Estado, Morsi viajará para a Arábia Saudita.

Milhares de integrantes da Irmandade Muçulmana buscaram refúgios na Arábia Saudita nos anos 50 e 60, escapando da perseguição das autoridades a membros do grupo que viveu anos na clandestinidade. Além disso, cerca de 1,6 milhão de egípcios vivem e trabalham na Arábia Saudita, que é um dos principais investidores no país.

*Com BBC e AP

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