Filhos de Mubarak são julgados por uso de informações privilegiadas

Gamal e Alaa recebem acusações por ganho ilegal com venda de banco Al Watany doEgito

iG São Paulo | - Atualizada às

AP
Gamal Mubarak,à esquerda e seu irmão Alaa, filhos de Hosni Mubarak, escutam julgamento em tribunal no Cairo

Os dois filhos do ex-presidente do Egito, Hosni Mubarak se declararam inocentes das acusações de uso de informações privilegiadas, no início de seu julgamento no Cairo.
Gamal e Alaa foram absolvidos de acusações de corrupção em 2 de junho. Porém, permaneceram sob custódia para o julgamento, que começou nesta segunda-feira (9).

O caso foi adiado para o dia 8 de setembro, para permitir que advogados de defesa leiam a acusação.

Leia mais: Egito indicia filhos de Mubarak por uso de informação privilegiada

Os promotores afirmam que os dois filhos de Mubarak, juntamente com outros sete homens, obtiveram 2 bilhões de libras egípcias em ganhos ilícitos a partir de informação privilegiada (prática conhecida como “insider trading”).

O grupo teria comprado banco 80 % do banco Al Watany do Egito e, em seguida, vendido pois sabiam que o banco Kuwait estava prestes a comprá-lo.

Gamal, 48 anos, era visto como provável sucessor de Mubarak, forçado a renunciar em fevereiro do ano passado após 18 dias de revolta popular contra seu regime. Alaa, 50, é um empresário que com pouca participação política.

Um dos outros sete homens indiciados é o filho de Mohammed Hassanein Heikal, o mais conhecido analista político do país e amigo do ex-presidente Gamal Abdel-Nasser.

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