Síria testa mísseis contra eventual ataque na costa

Segundo mídia estatal, exercício militar tem intuito de mostrar capacidade de defesa de país árabe contra agressão estrangeira; confrontos deixaram 30 mortos neste domingo

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A Marinha da Síria lançou oito mísseis de navios e helicópteros durante o fim de semana, disse a mídia estatal local neste domingo, em um exercício com o intuito de mostrar a capacidade de "defender a costa da Síria contra qualquer agressão possível."

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"As Forças Navais realizaram um exercício operacional no sábado, usando mísseis lançados do mar e da costa, helicópteros e navios lançadores de mísseis, simulando uma situação de reação a um ataque repentino pelo mar," disse a agência de notícias síria Sana, acrescentando que as manobras continuarão por diversos dias.

AP
Em Idlib, criança segura cartaz em protesto opositor que diz: ‘Uma mensagem para Bashar. Você faz corte de água e eletricidade, mas não pode fazer nas orações’

Figuras da oposição têm pedido que seja instaurada uma zona de exclusão aérea e que a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) faça ataques contra forças sírias, iguais aos realizados contra a Líbia no ano passado, que permitiram que as forças terrestres dos rebeldes acabassem com o domínio de Muamar Kadafi .

No entanto, enquanto o presidente Bashar al-Assad tem enfrentado sanções e a condenação internacional por causa da sua repressão contra a dissidência, que já fez milhares de mortos, as principais potências ocidentais e árabes têm se esquivado da ideia de uma ação militar direta.

Bombardeio

No domingo, mais de 30 pessoas foram mortas durante um bombardeio do governo e confrontos entre forças sírias e os rebeldes do Exército Livre da Síria, que estão lutando para derrubar Assad, de acordo com o Observatório Sírio para os Direitos Humanos.

Os ativistas relataram fortes bombardeios em áreas residenciais na cidade de Deir al-Zor e na província de Deraa, berço da revolta , perto da fronteira da Jordânia.

Rami Abdelrahman, diretor do Observatório, disse que os moradores da província Deir al-Zor disseram que os rebeldes haviam assumido o controle de um tanque roubado durante um combate pela primeira vez e o estavam usando para atacar posições do Exército.

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