Líbia inicia eleições legislativas após 48 anos

Esta é a primeira votação no país após a morte do ditador Muammar Kadafi e a queda de seu regime

EFE | - Atualizada às

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Os colégios eleitorais da Líbia abriram suas portas às 8h deste sábado (3h de Brasília) para as primeiras eleições legislativas desde 1964, em uma jornada na qual estão convocados às urnas 2,8 milhões de líbios. Eles realizam a primeira votação no país após a morte do ditador Muammar Kadafi e a queda de seu regime, que se manteve durante 42 anos.

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AFP
Quase 3 milhões de líbios devem comparecer às urnas para a primeira eleição pós-Kadafi

Nesse pleito serão eleitos os 200 legisladores que comporão o Conselho Nacional Geral (CNG), o principal órgão legislativo, que substituirá o Conselho Nacional de Transição (CNT). O CNT dirigiu o país desde pouco depois da explosão, em fevereiro de 2011, da revolta popular armada que pôs fim ao regime do ditador Muammar Kadafi. Das 200 cadeiras, 120 estão reservadas para candidatos independentes e 80 para os membros dos mais de 200 partidos concorrentes.

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O Exército líbio decretou estado de alerta para assegurar o desenvolvimento do pleito nos aproximadamente 6.600 colégios eleitorais, e desdobrou três mil soldados e 40 mil agentes de segurança para velar pela segurança.

As prerrogativas do CNG serão designar um presidente e um novo primeiro-ministro. Na quinta-feira, a atual assembleia legislativa anunciou que a Comissão Constitucional que irá elaborar uma nova Carta Magna não será constituída pelo CNG, sendo escolhida por sufrágio universal dentro de quatro meses.

Votação suspensa

As autoridades líbias suspenderam a votação ao Conselho Nacional Geral neste sábado em Ajdabiya, uma das principais cidades do leste da Líbia, assim como na cidade de Briga, após vários incidentes nos colégios eleitorais dessas localidades.

Segundo uma fonte de segurança, grupos de líbios defensores do federalismo, que consideram que o leste do país estará sub-representado na assembleia legislativa que se elege hoje, e alguns radicais islâmicos irromperam em vários centros de votação e queimaram ou roubaram as urnas.

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