Conflito na Síria atinge o Líbano e deixa mortos no país vizinho

Ao menos três morreram e nove ficaram feridos no norte do país; moradores da região relataram ataques a bomba por forças sírias

iG São Paulo |

O conflito na Síria alcançou o Líbano neste sábado, com ataques de morteiros de forças do governo atingindo vilas no norte do país, matando ao menos três pessoas e ferindo nove, depois que rebeldes cruzaram a fronteira atrás de refúgio.

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Diferentemente da Turquia, que abertamente acolhe rebeldes que tentam derrubar o presidente sírio, Bashar al-Assad, o Líbano não deve responder militarmente e minimizou o efeito de conflitos na área de fronteira.

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AP
Crianças em protesto contra o governo Assad, em Kafr Nabil, norte da Síria

Rebeldes sírios, no entanto, têm usado o norte do Líbano como uma base de operações, e as forças de Assad têm bombardeado vilas e cruzado a fronteira para buscar militantes, ameaçando aprofundar tensões no Líbano.

Moradores da região libanesa de Wadi Khaled disseram que vários disparos de morteiro atingiram casas em fazendas entre 5 e 20 quilômetros da fronteira na madrugada. Outros relataram mais explosões posteriormente e disseram ter ouvido troca de tiros perto dos limites fronteiriços.

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No vilarejo de Al-Mahatta, uma casa foi destruída, matando uma menina de 16 anos e ferindo crianças de dois e quatro anos, disseram membros da família à agência Reuters. Uma mulher de 25 anos e um homem foram mortos em localidades próximas, segundo moradores locais.

Na fronteira com a Síria, a Turquia reforçou a vigilância e liberou voos de caças na semana passada, depois de a Síria ter abatido um avião turco em 22 de junho.

Na Síria, o Exército bombardeou cidades na província de Aleppo no sábado, em um esforço orquestrado contra insurgentes que têm tomado o controle de algumas áreas, segundo ativistas.

Diplomacia

Aleppo, segunda maior cidade e centro comercial da Síria, tem sido poupada da forte onda violência, mas seus arredores têm visto rebeldes ganhando espaço desde o início da revolta, há 16 meses .

Ativistas da oposição afirmam que pelo menos 15 mil pessoas foram mortas desde o começo dos conflitos. O presidente sírio argumenta que os rebeldes são terroristas patrocinados por estrangeiros e têm matado milhares de militares e policiais em ataques relâmpagos e bombardeios.

Segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, 93 morreram na sexta-feira, sendo a maioria civis.

Na frente diplomática, a China se juntou à Rússia neste sábado para rechaçar a acusação da secretária de Estado americana, Hillary Clinton, de que os governos dos dois países têm limitado esforços para promover uma resolução pacífica à crise na Síria. Qualquer tentativa de "“caluniar" a China está condenada ao fracasso, disse Pequim.

Hillary havia pedido um encontro dos oponentes internacionais de Assad na sexta-feira para fazer Rússia e China "“pagarem o preço" por ajudar o líder autoritário a se manter no poder.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Liu Weimin, disse que os comentários de Hillary eram “"totalmente inaceitáveis".

*Com Reuters

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