Rússia nega planos de oferecer asilo político a presidente da Síria

De acordo com chanceler, rumores desse tipo são 'tentativa de enganar as pessoas sérias que lidam com a política externa ou falta de compreensão da posição da Rússia'

iG São Paulo |

A Rússia negou nesta quinta-feira de que estaria planejando oferecer asilo político ao presidente sírio, Bashar al-Assad, e disse que dois proeminentes líderes da oposição estão indo a Moscou para negociações na próxima semana.

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"Isso (o rumor da Rússia conceder asilo a Assad) é ou uma tentativa de enganar as pessoas sérias que lidam com a política externa ou falta de compreensão da posição da Rússia", disse o chanceler Sergei Lavrov.

Os membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU concordaram em conversas na semana passada que um governo de transição deve ser criado na Síria para acabar com o derramamento de sangue lá, mas deixou em aberto a questão de qual papel Assad pode desempenhar.

Lavrov disse que a questão do asilo político para Assad surgiu pela primeira vez durante as conversações entre a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente russo, Vladimir Putin, em Berlim no mês passado, acrescentando que ela foi levantada pela primeira vez pela Alemanha.

"Nossa delegação entendeu isso como uma piada e respondeu também com uma piada: Por que vocês, alemães, não aceitam Assad se ele quiser ir a algum lugar?", disse Lavrov em coletiva conjunta com o ministro de Relações Exteriores alemão, Guido Westerwelle.

Terroristas do Iraque para Síria

O ministro das Relações Exteriores iraquiano, Hoshiar Zebari, advertiu nesta quinta-feira que membros da rede terrorista Al-Qaeda no Iraque começaram a se deslocar para a Síria para praticar ataques nesse país.

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"Temos informações seguras dos serviços de inteligência que indicam que combatentes da Al-Qaeda cruzaram a fronteira para cometer atos terroristas dentro da Síria", disse Zebari em coletiva em Bagdá.

O ministro assegurou que o Iraque já tinha alertado a Síria sobre o perigo de permitir a passagem de combatentes estrangeiros e homens armados pela fronteira dos dois países.

Zebari expressou seus temores de que a situação piore ainda mais na Síria e atinja o Iraque. O ministro lembrou que a posição de seu país sobre o conflito no país vizinho é "clara", defendeu a alternância pacífica no poder e condenou todos os tipos de violência, seja por parte do regime ou dos rebeldes. "Seguimos uma política neutra em relação à Síria", explicou o ministro.

*Com Reuters e EFE

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