Líbia liberta membros do Tribunal Penal Internacional

Quatro membros de corte estavam presos desde 9 de junho sob alegações de que compartilharam com filho preso de Kadafi documentos que poderiam prejudicar país

iG São Paulo |

A Líbia libertou nesta segunda-feira quatro integrantes do Tribunal Penal Internacional (TPI) presos havia quatro semanas sob alegações de que compartilharam Saif al-Islam , filho preso de Muamar Kadafi , documentos que poderiam prejudicar a segurança nacional.

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Enquanto eles eram soltos, o presidente do TPI, o juiz sul-coreano Sang-Hyun Song, pediu desculpas ao governo e à população líbios pelo incidente e prometeu uma investigação sobre as alegações. Sang-Hyun viajou para a Líbia para a libertação.

Saif foi o membro mais graduado do regime deposto de Kadafi a ser capturado na guerra civil do ano passado. Por muito tempo considerado o provável sucessor de seu pai, ele enfrenta acusações de crimes contra a humanidade. Ele foi preso por uma milícia no oeste da Líbia depois que seu pai foi detido e então morto em outubro , depois de mais de 40 anos de manter um governo excêntrico e autoritário no país.

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A nova liderança Líbia acusou Saif de matar e torturar rebeldes, entre outros crimes. Seu julgamento está no centro de uma disputa entre o TPI e o governo líbio. As autoridades do país árabe desafiaram o direito do TPI de julgar Saif, dizendo que a corte internacional é um último recurso, voltada para julgar suspeitos de países que não podem ou não querem processar seus criminosos.

A corte expressou preocupações de que o Judiciário da Líbia não está pronto para dar a Saif um julgamento justo. Em 1º de junho, o TPI decidiu que a Líbia não tem de entregar Saif até ao menos que saia uma decisão sobre o recurso apresentado por Trípoli.

Richard Dicker, diretor do programa de justiça internacional da Human Rights Watch, disse que a libertação dos funcionários do TPI demorou muito e que, se a Líbia tinha qualquer preocupação sobre a conduta dos integrantes da corte, deveria ter submetido uma reclamação ao tribunal.

A Anistia Internacional também manifestou o mesmo sentimento e conclamou o TPI a investigar a legalidade da detenção e as alegações feitas pelas autoridades líbias.

O advogados que representa os interesses de Trípoli no TPI, Ahmed Al-Jehani, disse que os membros da corte foram soltos por terem imunidade diplomática.

*Com AP

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