Hamas denuncia assassinato de militante do grupo em Damasco, Síria

Kamal Ghanaja foi assessor de comandante graduado do grupo palestino morto em 2010 em Dubai; suspeitas de crime recaem sobre Israel

iG São Paulo | - Atualizada às

O grupo militante palestino Hamas disse nesta quinta-feira que um de seus membros foi assassinado em sua casa da capital síria, Damasco. Uma autoridade do grupo disse que Kamal Ghanaja era um ex-assessor de Mahmoud al-Mabhouh, um comandante graduado que foi morto em Dubai em 2010.

Consequência: Temendo queda de Assad, Hamas estaria avaliando sair da Síria

AP
Ativista palestino do Hamas segura bandeira revolucionária da Síria em manifestação anti-Assad em campo de refugiados da Faixa de Gaza (22/06)

Defesa: Turquia posiciona baterias antiaéreas na fronteira com a Síria

A fonte disse que o Hamas recebeu informações de que um grupo de pessoas entrou na casa de Ghanaja, matou-o e levou alguns arquivos. Um membro do Hamas foi a Damasco para acompanhar as investigações oficiais.

Em uma declaração divulgada em seu site, o Hamas disse que trabalha para identificar os responsável, afirmando que o "sangue nobre de Ghanaja não será derramado em vão".

Embora o Hamas, movimento que controla a Faixa de Gaza, não tenha culpado ninguém explicitamente pelo crime, há suspeitas de envolvimento de Israel. O Estado israelense trava um conflito longo com o Hamas e amplamento é visto como responsável pela morte de al-Mabhouh em um hotel de Dubai em 2010, apesar de nunca ter confirmado ou desmentido os rumores.

O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, recusou-se a confirmar ou negar o envolvimento israelense na morte de Ghanaja durante entrevistas a rádios do país nesta quinta-feira.

Previamente, os opositores Comitês de Coordenação Local disseram que Ghanaja, também conhecido como Abu Anas Nizar, teria sido morto por milicianos leais ao regime do presidente Bashar al-Assad, que já foi aliado do Hamas.

Em comunicado, os comitês indicaram que Ghanaja foi torturado até a morte pelos milicianos, conhecidos como " shabiha ", que puseram fogo em sua casa para destruir qualquer prova do crime.

O grupo disse que as autoridades do país promoveram esse ato para estimular um conflito entre os sírios e os palestinos. "Um regime que mata sua própria gente não ficará assustado em verter sangue palestino por sua própria sobrevivência", ressalta a nota dos Comitês.

Desde 1999, o Hamas tem sua sede em Damasco, onde permanece exilado o chefe de seu escritório político, Khaled Meshaal.

*Com AP e EFE

    Leia tudo sobre: síriahamasassadmundo árabeprimavera árabepalestinosisrael

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG