Arábia Saudita derruba proibição de mulheres nos Jogos Olímpicos

Ao lado do Catar e Brunei, país árabe tradicionalmente não enviava mulheres para Olimpíadas; pressão sobre exclusão dos sauditas de competição ajudou na decisão

Agência Estado |

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A Arábia Saudita anunciou neste domingo que irá apoiar a participação de mulheres sauditas nos Jogos Olímpicos de Londres, neste ano. Desta forma, pela primeira vez o país será representado em uma competição olímpica por uma esportista mulher.

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O anúncio da decisão inédita foi feito neste domingo, pela BBC, rede britânica de rádio e televisão, que citou um comunicado emitido pela embaixada saudita na Grã-Bretanha. Até então a Arábia Saudita não permitia a participação de suas cidadãs na Olimpíada.

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Em toda a história dos Jogos, três países nunca enviaram atletas mulheres aos Jogos: Catar, Brunei e Arábia Saudita, todos países onde prevalece a religião islâmica. Os catarianos já haviam anunciado que quebrariam essa barreira em Londres e agora os sauditas seguem pelo mesmo caminho.

Em abril, o rei Abdullah da Arábia Saudita havia afirmado que a proibição seguiria em prática. Depois disso, foram seis semanas de negociações diplomáticas, que culminaram com o comunicado emitido neste domingo. Chegou-se até a se falar em exclusão dos sauditas dos Jogos por preconceito contra as mulheres.

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A decisão, de acordo com a Arábia Saudita, foi tomada em comum acordo pelo rei, o seu herdeiro real, o ministro do exterior e a cúpula clerical do país, entre outros. A decisão foi justificada como mais um passo rumo à abertura política e social.

Só uma mulher saudita, porém, está classificada para competir em Londres. É Dalma Rushdi Malhas, amazona de 20 anos, que irá participar da prova de saltos. O Comitê Olímpico da Arábia Saudita, porém, se colocou aberto a convites.

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