Avião militar da Turquia 'some' perto da fronteira com a Síria

Testemunhas na cidade síria de Latakia afirmaram que Damasco abateu aeronave não identificada; segundo ONU, 1,5 milhão de sírios precisa de ajuda na Síria

iG São Paulo | - Atualizada às

O Exército da Turquia disse nesta sexta-feira ter perdido contato com uma de suas aeronaves sobre o mar perto da fronteira com a Síria. A mídia turca disse que o avião, um jato F-4, caiu na Síria ou nas águas territoriais do país árabe. Os dois tripulantes foram encontrados vivos, disseram a CNN turca e o jornal Hurriyet.

Asilo político: Piloto da Síria deserta na Jordânia com jato de caça

AFP
Reprodução de vídeo mostra destruição no bairro de al-Khalidiyah, na cidade central de Homs (21/06)

Antigoverno: Rebeldes sírios usam armas de brinquedos contra Assad

Os contatos por rádio e radar foram perdidos depois que o avião decolou de uma base aérea na Província de Malatya na manhã desta sexta-feira, indicou uma declaração das Forças Armadas turcas.

O governador de Malatya, Ulvi Saran, disse à agência estatal Anatolia que havia dois pilotos no avião. Mais cedo, testemunhas na cidade de Latakia, no norte da Síria, disse à BBC em árabe que as defensas aéreas da Síria abateram um avião não identificado perto da cidade de Ras al-Baseet.

As relações entre a Turquia e a Síria, países que antes eram aliados, se deterioraram gravemente desde o início do levante contra o presidente sírio, Bashar al-Assad, em março do ano passado.

A Turquia abriga mais de 32 mil refugiados da Síria, de acordo com dados publicados na sexta-feira pela agência de refugiados da ONU (Acnur).

O incidente com o avião da Turquia aconteceu um dia depois de um piloto de caça da Síria ter pousado na Jordânia e pedido asilo político , a primeira deserção de um piloto da Força Aérea com seu avião durante o levante de 15 meses contra Assad. A Jordânia atendeu ao pedido e concedeu asilo ao piloto.

De acordo com informações divulgadas nesta sexta-feira pelo Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha, da ONU), o número de pessoas que precisam de assistência humanitária na Síria subiu de 1 milhão para 1,5 milhão. A instituição disse que as agências humanitárias enfrentam restrições "significativas" no acesso ao crescente número de civis à espera de mantimentos e proteção.

A cifra, divulgada em Genebra, inclui 350 mil pessoas na Província de Idlib (norte) e outras 250 mil na conturbada cidade de Homs, onde mais de cem prédios públicos foram transformados em albergues temporários.

O Programa Mundial de Alimentos da ONU havia distribuído até meados de junho comida a 461 mil sírios, e pretende chegar a 850 mil em julho, segundo a nota.

A ONU, que anunciou em 5 de junho um acordo com as autoridades sírias para implementar um grande programa de ajuda humanitária, está sendo impedida da fazê-lo por causa da precária situação de segurança no conflito entre forças governamentais e rebeldes que querem derrubar Assad.

Missões de reconhecimento já foram realizadas, e centros humanitários serão instalados inicialmente em Homs e Deir al Zor (leste). "No entanto, diante da deteriorada situação de segurança, a mobilização do pessoal nos locais de campo está suspensa", disse a Ocha.

*Com BBC e Reuters

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