Governo e rebeldes sírios aceitam trégua para retirar civis, diz Cruz Vermelha

Segundo Comitê Internacional da entidade, equipes de ajuda humanitária estão prontas para entrar em Homs, mas ainda não receberam permissão

iG São Paulo |

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha disse que o governo sírio e rebeldes contrários ao regime de Bashar al-Assad concordaram com uma trégua temporária para permitir a retirada de civis da cidade de Homs.

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Segundo o comitê, suas equipes (incluindo o Vermelho Crescente sírio) estão prontas para entrar nas partes mais atingidas pelo conflito em Homs.

AP
Ataque a prédios em Homs, na Síria

"O CICV e o Crescente Vermelho árabe sírio estão dispostos a entrar na cidade velha de Homs e nos bairros de Al-Qarabees, Al-Qusur, Jurat al-Shayah e al-Jalidiya", afirma o CICV em um comunicado. "O CICV e o Crescente Vermelho árabe sírio tentam retirar e ajudar de outra forma pessoas bloqueadas em vários bairros da cidade de Homs devido aos combates".

Apesar do acordo, trabalhadores de ajuda humanitária ainda estão impedidos de entrar.

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Homs tem sido o centro da revolta contra o governo de Assad, que já completa 15 meses.

Diplomacia

No campo diplomático, no momento em que a União Europeia prepara uma nova rodada de sanções contra a Síria, os Estados Unidos anunciaram que a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, se reunirá na próxima semana com o chanceler russo, Sergei Lavrov, em São Petersburgo, para falar da situação na Síria.

As tropas do regime de Assad bombardeiam há vários dias as localidades defendidas pelos rebeldes, sobretudo em Homs, no centro do país, para retomar seu controle.

O CICV solicitou na terça-feira às partes que respeitassem uma "pausa temporária". "As autoridades aceitaram oficialmente nosso pedido e os grupos opositores nos deram garantias de que iam respeitar a pausa", indicou a organização sediada em Genebra.

Segundo o CICV, centenas de civis estão presos na cidade velha de Homs e não podem fugir dos combates nem encontrar um refúgio. "Nossa primeira prioridade (...) é retirar os doentes e feridos para zonas mais seguras, onde possam ser atendidos", declarou a responsável de operações no Oriente Médio, Béatrice Mégevand-Roggo. "Queremos seguir retirando os civis que não tiverem conseguido escapar da zona do conflito".

*Com BBC e AFP

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