Líbia acusa ex-chefe de espionagem de Kadafi por morte de manifestantes

Abu Zeid Omar Dorda é a primeira autoridade de antigo regime a ser julgado; ele compareceu à corte em uma jaula de metal

iG São Paulo | - Atualizada às

A primeira autoridade graduada do ex-regime líbio de Muamar Kadafi , que foi morto em outubro , foi acusada em uma corte judicial nesta terça-feira em conexão com o conflito que depôs o ex-ditador. Abu Zeid Omar Dorda, que foi chefe de inteligência externa do regime, ficou na corte de Trípoli atrás de uma jaula de metal.

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Reuters
Abu Zeid Omar Dorda, ex-chefe de espionagem do governo Kadafi, é visto em jaula de metal durante sessão judicial em Trípoli, Líbia

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Após a abertura da sessão, feita sob medidas excepcionais de segurança, o juiz tribunal penal de Trípoli apresentou as seis acusações contra Dorda, entre as quais assassinato de civis, tentativa de desestabilizar o país e sequestro. O acusado negou todas as acusações e assegurou que era a primeira vez que as escutava.

Dorda também é acusado de ter formado um grupo armado em sua tribo com o objetivo de iniciar uma guerra civil e de cometer agressões contra a região oeste da Líbia, além de ter cometido "abuso de poder" ao prender manifestantes.

O advogado do ex-chefe de espionagem pediu um adiamento de um mês do julgamento com o objetivo de estudar o processo para preparar a defesa em melhores condições. Apesar do protesto da promotoria, o juiz fixou a data da próxima sessão para 26 de junho.

Dorda ocupou durante a era Kadafi vários postos de responsabilidade, entre eles o de primeiro-ministro no início da década de 1990. Dorda substituiu Mussa Kussa no comando da inteligência em 2009. Também foi representante da Líbia na ONU durante quase uma década.

No início da revolta contra o regime, Dorda foi encarregado por Kadafi para negociar com os rebeldes. O funcionário foi capturado em setembro, antes do final do levante, quando tentava fugir.

*Com EFE, AFP e BBC

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