Milícia armada da Líbia assume controle de aeroporto de Trípoli

Segundo autoridade local, milicianos exigem libertação de um líder que teria desaparecido na semana passada

iG São Paulo |

Com metralhadoras e veículos blindados, uma milícia líbia tomou o controle do aeroporto internacional de Trípoli nesta segunda-feira, forçando os voos a serem desviados para o aeroporto militar da capital, afirmou uma autoridade de segurança.

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EFE
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Segundo a autoridade, a milícia, chamada de Brigada al-Awfea, da cidade de Tarhouna, a 80 km  a sudeste de Trípoli, exigiu a libertação de um de seus líderes, que afirmaram ter desaparecido na noite passada.

"A situação no aeroporto é muito tensa e tanques estão cercando os prédios. Não é permitida a entrada de ninguém dentro do edifício", afirmou o oficial, que não quis ser identificado.

Um oficial da alfândega do aeroporto afirmou que os voos foram cancelados e os aviões que entrariam no país foram desviados para o aeroporto Metiga, no centro de Trípoli.

O porta-voz do atual governo do Conselho Nacional de Transição, Mohammed al-Harizy, disse que o chefe da milícia Coronel Abu Elija al-Hebeishi foi sequestrado por rebeldes armados desconhecidos, enquanto viajava entre Tarhouna e Trípoli na noite de domingo.

Tarhouna foi amplamente vista como favorecida por Muamar Kadafi , que foi morto em outubro por rebeldes que depuseram seu governo. Sua tribo dominante, também chamada de Tarhouna, deteve muitas posições nas Forças Armadas de Kadafi. Os residentes da cidade são vistos com suspeita pelos ex-rebeldes.

As rivalidades tribais varreram a Líbia desde a deposição de Kadafi. Grande parte dos combates colocaram milícias que combateram Kadafi contra aquelas que continuaram leais ao regime. O grupo de Tarhouna esteve engajado com confrontos esporádicos com outras milícias de cidades como Misrata e Trípoli. 

O ataque contra o aeroporto aconteceu apenas duas semanas antes da data das primeiras eleições gerais do país desde 1969, quando Gadhafi tomou o controle do poder em um golpe militar. Em 19 de junho, os líbios estão convocados a eleger os 200 membros da assembleia que supervisionará uma nova Constituição e formará um governo.

Funcionários da comissão eleitoral e do governo deram recentemente declarações contraditória sobre a possibilidade de as eleições serem proteladas, dada a frágil situação de segurança em Trípoli e em muitas outras cidades do país.

Também houve pedidos para boicotar a eleição no leste do país, onde o levante contra Kadafi começou. Muitos habitantes da região leste reivindicam maior representação na assembleia.

*Com Reuters e AP

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