Líbia retoma controle de aeroporto de Trípoli antes ocupado por milícia

Grupo considerado alinhado a ex-líder Kadafi, morto em outubro, invadiu local para exigir libertação de chefe

iG São Paulo |

O governo da Líbia retomou o controle do principal aeroporto do país que havia sido invadido previamente nesta segunda-feira por uma milícia armada com metralhadoras e veículos blindados, anunciou o líder interino líbio. A invasão forçou os voos a serem desviados para o aeroporto militar da capital, afirmou uma autoridade de segurança.

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EFE
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Em uma entrevista ao canal árabe por satélite Al-Jazeera, o chefe do Conselho Nacional de Transição Nacional (CNT), Mustafa Abdul-Jalil, disse que o aeroporto foi atacado e ocupado por várias horas por ser "uma instalação estratégica", prometendo que ela não voltaria a ficar fora do controle do governo.

A milícia Brigada al-Awfea, da cidade de Tarhouna, a 80 km a sudeste de Trípoli, tomou o controle do local exigindo a libertação de um de seus líderes, que afirmou ter desaparecido na noite passada.

Um oficial da alfândega do aeroporto afirmou que os voos foram cancelados e os aviões que entrariam no país foram desviados para o aeroporto de Metiga, no centro de Trípoli.

O porta-voz do CNT, Mohammed al-Harizy, disse que o chefe da milícia, coronel Abu Elija al-Hebeishi, foi sequestrado por rebeldes armados desconhecidos, enquanto viajava entre Tarhouna e Trípoli na noite de domingo.

Tarhouna foi amplamente vista como favorecida por Muamar Kadafi , que foi morto em outubro por rebeldes que depuseram seu governo. Sua tribo dominante, também chamada de Tarhouna, deteve muitas posições nas Forças Armadas de Kadafi. Os residentes da cidade são vistos com suspeita pelos ex-rebeldes.

As rivalidades tribais varreram a Líbia desde a deposição de Kadafi. Grande parte dos combates colocou milícias que combateram Kadafi contra aquelas que continuaram leais ao regime. O grupo de Tarhouna esteve engajado em confrontos esporádicos com outras milícias de cidades como Misrata e Trípoli.

O ataque contra o aeroporto aconteceu apenas duas semanas antes da data das primeiras eleições gerais do país desde 1969, quando Kadafi tomou o poder em um golpe militar. Em 19 de junho, os líbios estão convocados a eleger os 200 membros da assembleia que supervisionará uma nova Constituição e formará um governo.

Funcionários da comissão eleitoral e do governo deram recentemente declarações contraditórias sobre a possibilidade de as eleições serem proteladas, dada a frágil situação de segurança em Trípoli e em muitas outras cidades do país.

Também houve pedidos para boicotar a eleição no leste do país, onde o levante contra Kadafi começou. Muitos habitantes da região leste reivindicam maior representação na assembleia.

*Com Reuters e AP

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