Candidato da Irmandade e ex-premiê disputarão 2º turno de eleição no Egito

Resultado final do primeiro turno da votação presidencial confirma nova disputa entre Mohammed Morsi e Ahmed Shafiq

iG São Paulo |

O segundo turno da histórica eleição presidencial do Egito será entre o candidato da Irmandade Muçulmana, Mohammed Morsi, e o ex-premiê Ahmed Shafiq, confirmou a Comissão Eleitoral do país nesta segunda-feira, ao divulgar o resultado final da apuração. Sete recursos contra a eleição foram recebidos pelas autoridades egípcias e todos foram rejeitados.

Leia também: Candidatos do Egito alegam fraude no primeiro turno das eleições

AP
Os candidatos Ahmed Shafiq (esq.) e Mohammed Morsi, que disputarão o segundo turno da eleição presidencial do Egito

De acordo com o chefe da Comissão, Farouq Sultan, Morsi teve 5,76 milhões de votos contra 5,5 milhões de Shafiq. Em terceiro lugar ficou o esquerdista Hamdeen Sabahi, com 4,82 milhões de votos.

Cerca de 50 milhões de egípcios estão aptos a votar e mais de 50% compareceram às urnas. Entre os sete recursos recebidos, quatro foram rejeitados por não ter base legal e três por terem sido submetidos após o prazo determinado por lei.

O segundo turno ocorrerá em 16 e 17 de junho. A disputa entre Morsi e Shafiq promete ser dura, já que os dois polarizaram as principais discussões durante a campanha para o primeiro turno, disputado por 13 candidatos .

As eleições contrapuseram islâmicos contra seculares e revolucionários contra ministros do governo do ex-presidente Hosni Mubarak , que foi forçado a renunciar em 11 de fevereiro de 2011 após 18 dias de protestos populares em meio à Primavera Árabe do norte da África e do Oriente Médio.

Shafiq foi o ultimo premiê a servir no governo Mubarak. Com reputação de ser um bom tecnocrata, Shafiq, 70 anos, foi nomeado como forma de apaziguar os ânimos populares.

Mas ele foi criticado por ter mantido vários ministros de Mubarak no cargo, renunciando um mês após assumir a posição.

Na Força Aérea até 2002, sua campanha presidencial ressaltou o fato de que Shafiq derrubou dois aviões israelenses em guerras contra o país. Ele apontou segurança e combate ao crime como suas prioridades, caso seja eleito. Shafiq afirmou estar preparado para nomear um vice-presidente islâmico.

Morsi se tornou o candidato da Irmandade Muçulmana após outro nome, Khairat el-Shater, ter sido proibido de concorrer nas eleições presidenciais. O engenheiro de 60 anos de idade integrou o grupo anti-israelense Comitê para a Resistência ao Sionismo e elegeu-se para o Parlamento egípcio pela Irmandade Muçulmana pela primeira vez em 2000.

Ainda parlamentar, foi detido por sete meses em 2005 após participar de protestos por reformas. Embora uma das principais bandeiras da irmandade Muçulmana seja o estabelecimento de um Estado islâmico de forma gradual e por meios não-violentos, Mursi focou sua campanha na economia.

Com AP e BBC

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