Ativista do Bahrein diz que encerrará greve de fome de 110 dias

Advogado de Abdulhadi al-Khawaja anuncia decisão após libertação sob fiança de outro opositor preso por levantes pró-democracia

iG São Paulo |

Um ativista do Bahrein afirmou nesta segunda-feira que planeja acabar com uma greve de fome que começou na prisão há 110 dias. Abdulhadi al-Khawaja, preso por ser um dos líderes do levante pró-democracia do país no ano passado, anunciou a decisão por meio de seu advogado, após outro ativista, Nabeel Tajab, ser libertado sob fiança.

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AP
Ativista mostra cartaz pedindo libertação de Abdulhadi Al-Khawaja, preso durante levante pró-democracia no Bahrein (28/03)

Al-Khawaja, 51 anos, começou a greve de fome em 8 de fevereiro. Assim como outros sete líderes da oposição, ele foi condenado no ano passado à prisão perpétua por um tribunal militar por organizar manifestações de muçulmanos xiitas, maior parte da população do país, contra a monarquia sunita no poder.

No início deste mês, a Justiça do Bahrein reviu a condenação de Al-Khawaja e de outros 20 homens e ordenou um novo julgamento . Na época, o ativista manteve a greve de fome , dizendo que só voltaria a comer em troca de libertação imediata.

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De acordo com Mohamed Al-Jishi, advogado de Al-Khawaja, o ativista decidiu voltar a comer por considerar que o protesto conseguiu chamar atenção para as manifestações no Bahrein. “A causa foi discutida claramente e amplamente em todo o mundo”, disse Al-Jishi, acrescentando que seu cliente queria denunciar, principalmente, a situação dos presos políticos e a falta de liberdade de expressão.

Acredita-se que os presos - que não participaram da sessão - estejam entre as centenas que, segundo uma comissão internacional de direitos humanos denunciou em novembro, foram torturados durante um período de lei marcial imposta para sufocar o levante.

O outro ativista, Nabeel Rajab, foi libertado sob fiança nesta segunda-feira após três semanas preso acusado de usar as mídias sociais para insultar autoridades do Bahrein e estimular manifestações.

Com Reuters

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