Corte do Egito condena diretor de gabinete de Mubarak por corrupção

Zakaria Azmi foi sentenciado com sete anos de prisão e a pagar uma multa de 6,2 milhões de dólares; ele era julgado desde a renúncia do presidente egípcio

iG São Paulo |

O tribunal egípcio condenou neste dominfo o último diretor de gabinete do ex-presidente Hosni Mubarak a sete anos de prisão por corrupção. Além disso, Zakaria Azmi, julgado desde o ano passado, também foi sentenciado a pagar uma multa de 38 milhões de libras egípcias (6,2 milhões de dólares).

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Azmi está preso e não podia deixa o país desde março de 2011, após a queda do regime de Mubarak, medida que também foi aplicada a outros membros do governo. Vários colaboradores de Mubarak estão sendo julgados desde então.

Após permanecer no poder por quase três décadas, Mubarak renunciou à presidência do Egito depois de 18 dias de protestos nas ruas da capital, Cairo. A revolta que derrubou o presidente há um ano transformou a ordem política do Egito. No entanto, para a maior parte dos egípcios, os problemas continuam, principalmente devido à permanência da junta militar no poder do país e a demora para a transferência para um poder civil.

Eleições

Os egípcios foram às urnas na última sexta e sábado (26) para eleger um novo presidente. Cerca de 50 milhões de pessoas estavam aptas a votar nas eleições, com 13 candidatos brigando pela presidência. Foi a primeira eleição livre do país na história. Os candidatos são de diferentes convicções: islâmicos, liberais e ex-integrantes do regime de Mubarak.

Eleições: Ex-premiê de Mubarak promete que não haverá 'recriação do antigo regime'

Com o resultado do primeiro turno, foram declarados como favoritos os candidatos: da Irmandade Muçulmana, Mohammed Morsi, e o ex-premiê Ahmed Shafiq. Ambos disputarão o segundo turno das eleições, marcado para os dias 16 e 17 de junho. De acordo com a mídia estatal egípcia, Morsi tem uma ligeira vantagem sobre Shafiq, com 25,3% dos votos contra 24,9%.

Os dois representam forças que têm se enfrentado há décadas. Há informações de que Mubarak - que está sob julgamento pela acusação de que ordenou a morte de manifestantes - acompanha a votação do hospital.

*com AFP, BBC e Reuters

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