Oposição: Forças sírias matam 50, incluindo 13 crianças, em Homs

Se número estiver correto, representaria um dos dias mais sangrentos desde a entrada em vigor de um cessar-fogo nominal em abril

iG São Paulo |

Em uma tentativa de invasão da região de Houla, na Província de Homs, as forças sírias deixaram ao menos 50 mortos, incluindo 13 crianças, e cem feridos, disseram nesta sexta-feira os opositores Comitês de Coordenação Local e o Observatório Sírio para Direitos Humanos.

AP
Imagem reproduzida de vídeo amador e divulgada em 25/5 supostamente mostram criança ferida sendo retirada de Aleppo, Síria
Ativistas reportaram confrontos entre as forças sírias e combatentes rebeldes. "Os soldados bombardeiam Houla neste momento, e as vítimas são muitas", disse o ativista Ahmad Kassem. De acordo com Comitês de Coordenação Local, 40 das vítimas seriam em sua maioria mulheres e crianças e perderam suas vidas nas últimas horas, com a intensificação do ataque.

De acordo com ativistas, as forças do presidente sírio, Bashar al-Assad, abriram fogo com metralhadoras, tanques e morteiros em Houla, que inclui várias cidades e vilas em Homs, que fica no centro do país.

A província tem sido a mais atingida pela repressão do governo contra um levante popular anti-Assad iniciado em março do ano passado. Há várias semanas, a ONU indicou que a violência desses 15 meses deixou mais de 9 mil mortos .

Se o número de mortos estiver correto, este seria um dos dias mais sangrentos desde a entrada em vigor no mês passado de um cessar-fogo mediado pelo enviado da ONU Kofi Annan - pacto que tem sido sistematicamente violado.

A violência persiste no país apesar da presença "in loco" dos observadores internacionais encarregados de verificar o cumprimento do plano de paz de Annan, que estabelece o fim das hostilidades entre as partes.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou nesta sexta-feira que, apesar de a violência ter diminuído na Síria após a chegada dos observadores internacionais, a situação permanece de "extrema gravidade", persistindo combates e violações de direitos humanos.

Libertação

Também nesta sexta-feira, um grupo de libaneses xiitas detidos por rebeldes sírios na cidade de Aleppo , no norte da Síria, foram libertados e se encontram na Turquia, informou uma porta-voz do líder opositor libanês Saad Hariri. Um dos principais líderes da comunidade sunita no Líbano, Hariri garantiu ao presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, que os reféns se encontram "sãos e salvos".

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O poderoso grupo xiita Hezbollah iniciou os preparativos nos bairros de Beirute para receber os reféns, estimados pelos meios de comunicação em 11. A agência oficial de notícias libanesa ANN informou na última terça-feira que rebeldes do Exército Livre Sírio (ELS) tinham detido um grupo de peregrinos libaneses xiitas que retornavam ao país de ônibus desde o Irã.

No entanto, em comunicado, o Comando Misto do ELS negou o envolvimento ou qualquer vínculo com o sequestro do ônibus libanês em Aleppo. Os libaneses estão divididos sobre o conflito sírio. Uma parte, liderada pelo Hezbollah, apoia o regime de Damasco, enquanto outra respalda a revolta popular contra o regime de Assad.

Após o sequestro ter sido noticiado, começaram algumas manifestações em locais de maioria xiita e redutos do Hezbollah no Líbano. O líder desse movimento, Hassan Nasrallah, recriminou em discurso aqueles que responderam à notícia com ameaças de sequestro a sírios.

*Com BBC, AP e EFE

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